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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

A PhD on the Road

Mozambique

And here it is, the strength of a family. You've felt the atmosphere, in the last movie. Now you can see how a wide range of mineralogic people can become a strong massif (Can you feel friction angle and cohesion, that unifies all-in-one?). Some are there for a long time, others for a short one, some were washed away by the wind, water and snow, and will re-born in another different environment. But all living forever, just like any granitic landscape of our north of Portugal.

Ladies and gentlemen...

It´s an honour to introduce my family to you

E aí está a força de uma familia. Mostrei o ambiente no último filme, agora é tempo de mostrar como uma "mineralogia" variada pode tornar-se num resistente maciço (Conseguem ver o atrito e a coesão que os torna num corpo só?). Alguns estão lá há muito tempo, outros há pouco, outros ainda levou-os o vento, a água ou a neve, para renascerem noutro paraiso qualquer. Mas todos viverão para sempre, tal como qualquer paisagem granitica do nosso norte de Portugal.

Senhoras e Senhores

É uma honra poder apresentar... A minha familia



Teach your children well... from nunocruz on Vimeo.

domingo, 21 de dezembro de 2008

A PhD on the Road (Morocco-Mozambique)

Somewhere in Africa, between Morocco and Mozambique

A rock massif and its domains are just like a family and its house. There will be stable and unstable mineralogy that will react to attacking agents, but inside the house, the family commands. There will be friction and cohesion, and as stronger are the connections better the answer to solicitations. Some decades ago, an ancestor of mine just bought a house for its family. And all together they just gave raise to the perfect heart for this big family. Meet this heart in the movie below and, in a couple of days, meet the family whom i´m proud to belong: os BRAVOS, with the flavour of Crosby Still, Nash and Young and its Dejá Vu. Our House and Teach Your Children Well seem perfect to leave my emotions about my family

And you, you try to feel the strength and weakness of any rock massif as you feel about your own family. A Rock like Family or a … Family like Rock.

Merry Christmas to you all

A very very fine house from nunocruz on Vimeo.

Um maciço rochoso e os seus domínios não é mais do que uma família e o seu “castelo”, dentro do qual haverá mineralogia diversa, mais ou menos estável, que reagirá contra os agentes de desgaste que a vida a todos põe. Mas dentro do castelo…Manda a família. Haverá atritos e coesões e quanto mais forte forem as ligações melhor a resposta a solicitações. Há algumas décadas atrás um antepassado meu (o tio (avô) Manuel Fernando) adquiriu um território para a sua família. E eles, todos juntos deram-lhe uma alma e abrangeram essa família fantástica à qual tenho orgulho imenso em pertencer: Os Bravos. Conheçam, hoje o castelo onde essa alma começou e, daqui a uns dias, conheçam a própria alma, acompanhado “à emoção” com Crosby, Stills, Nash & Young and its fantastic Dejá Vu. Our House e Teach your Children Well, parece-me perfeito para transmitir a emoção que tenho com a minha familia.

E vocês, tentem sentir a força e a fraqueza de um maciço rochoso da mesma maneira que sentem as vossas famílias. Uma Família Rochosa ou…Uma Rocha com Família.

Bom Natal pra toda a gente

domingo, 14 de dezembro de 2008

a PhD on the Road (moving forward)

Last day in Marrakech

It´s time to leave, to move forward. The world is too big and the time (always the slavery of time) is so little. It´s time, then, to resume my toughts about the process leading the genesis of residual soils.

Can we imagine the amazing adventure of a single grain of sand since it is ripped off from is natural ground? The decreasing joint spacing due to physical weathering, the penetration of water deeper and deeper and its attack to less stable mineralogy. Then, all types of transport are available to take you down. How do you want it? A radical free-fall, a glacial adventure, waterfalls, rafting or just a smooth blowing in the wind? Or even a bite of each one of them?
But… at what cost, one may ask? A single “rounding” of my forms or a complete metamorphosis of sand into clay?

And suddenly all this wild time ceases, in one step of magic, and a eternal rest of deposition and diagenesis until everything starts again, completing the Sedimentary Cycle. Choose what type of grain you would like to be (quartz, feldspar, or other) learn its life history, close your eyes and think…”I´m just a simple grain, i´m just a simple grain…”. And then let the sensations go free to really "feel" mechanical behaviour.

I´ve been thinking about the subject since I left, surrounded by the perfect landscape, I must say. And so, it seems to be a good choice to walk trough those fresh “marrakechian” gardens (like the sublim form of art, the house of Yves st. Laurent), while you make a point of order.
Do you want to walk along with me? Around the mind… or around the gardens with the music of Matt Costa, Desire´s only fling?
Afterwards, i´ll be moving down to the Africa of Livingstone, or my (Portuguese) great favourites Serpa Pinto, Brito Capelo and the wild Roberto Ivens. And that’s where I intend to go into the detail of mechanical evolution of residual massifs. See you, then.

Tuareg - Gardens of Marrakech from nunocruz on Vimeo

É momento de partir, de andar para a frente. O mundo é tão grande e o tempo (sempre a escravatura do tempo a espreitar) é tão curto. É tempo, então, de reflectir sobre o que tenho vindo a apreender sobre o Ciclo Sedimentar.

Alguém consegue imaginar a aventurosa, contra perigos mil, vida de um grão de areia a partir do momento em que é arrancado do seu casulo? O aumento da fracturação por acção dos agentes de meteorização física que desmantelam o maciço, a água a penetrar cada vez mais profundo, e o seu ataque continuado aos minerais menos estáveis.
E depois?, depois tem todo o tipo de transporte à disposição para os levar para baixo. Como é que o querem? Em queda livre, numa aventura glaciar, rafting, quedas de água ou simplesmente levado pelo vento? Ou um cheirinho de todas? No entanto, pode-se sempre perguntar…Mas a que custo? Um arredondamento das minhas formas ou uma radical metamorfose da minha essência?

E de repente, tudo acalma e dá lugar ao eterno descanso da deposição e diagenese até que tudo começa de novo, fechando um ciclo sedimentar.

Uma proposta: Escolham um tipo de grão (quartzo, feldespato ou outro qualquer) aprendam as bases da sua existência, fechem os olhos e pensem: “Eu sou um grão de areia, Eu sou um grão de areia…”: E deixem-se invadir pelas sensações para "sentir" o comportamento

Tenho andado nessa demanda desde que saí, sempre enquadrado por uma paisagem ideal para pensar no assunto. Assim, parece-me adequado passear nos Jardins Frescos de Marrakech (de que é exemplo mor a casa de Yves St. Laurent) enquanto ponho as minhas ideias em ordem. Alguém quer vir daí pôr-me a pensar alto, ou simplesmente passear comigo no jardim ouvindo Desire´s only fling do Matt Costa?
Depois encaixoto a tralha e ala que se faz tarde para a África do Livingstone, dos nossos grandiosos Serpa Pinto e Brito Capelo e do (também nosso) Aventurerissimo de nascença, Roberto Ivens. É aí que pretendo debruçar-me sobre a evolução do comportamento mecânico de maciços residuais.

Vamo falando, por aí

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A PhD on the Road (Morocco)

Marrakech, Morocco

Marrakech is one of the four imperial towns of Morocco, capital of Almorávidas and Almohades dinasties. Marrakech was founded in 1070 and it has a strategic location between the desert, and the ocean, facing the Atlas mountains which makes the rigth place for commercial trading. For me Marrakech is a fantastic African town with all its smells, colours and the singing echo of prays spread all around. The Jemaa al Fna, Plaza is the big heart of the city, where everyone / everything seem to converge, and where one can be drowned by magnificent sunsets full of magic.
We just rent some rooms with view to the Plaza, and so i´ll spend sometime here, feeling the life under my nose, while i write down the first chapter of "my romance". Morocco is the perfect place to understand the sedimentary cicle and i have my eyes full of scenaries like Draa and Dadés valleys, Todga Gorges, the Atlas Mountains and the Wind Mountains (Sahara), etc. It will be the chapter of 1001 landscapes, dedicated to this friendly and surprising people, the Berberes, who managed to keep their cultural identity in a arabian world, and so giving raise to a very peculiar country, when compared with the other Magrebe cultures.

Tuareg - Marrakech from nunocruz on Vimeo.

Marrakech é uma das 4 cidades imperiais de Marrocos, berço das dinastias dos Almorávidas e dos Almohades e foi fundada in 1070 neste local de grande importância estratégica entre o deserto, as mantanhas e a planicie costeira, tornando-se num ponto fulcral nas Rotas comerciais de Norte-Sul e/ou Ocidente-Oriente. Para mim, Marrakech é uma fantástica cidade africana pulsando vida em todos os cantos, numa profusão de cheiros, cores e do eco cantado das rezas que inunda a alma. A praça Jemaa al Fna é a alma da cidade para onde tudo parece convergir, e onde se pode assistir diariamente ao espectaculo do pôr-do-Sol, realmente unico. Alugamos quartos numa residencial com vista para a praça e julgo que vou ficar por aqui a apreciar a vida debaixo do meu nariz, enquanto escrevo um capitulo do meu romance. Marrocos é perfeito para se entender o Ciclo Sedimentar, e eu tenho os meus olhos enriquecidos por cenários como os vales do Draa e do Dadés, as gargantas do Togda, as montanhas do Atlas e as Montanhas do vento (Sahara), etc. Será o capitulo das 1001 paisagens, dedicado a esse povo tão amistoso e surpreedente quanto o são os Berberes, responsáveis pela riquissima e variada cultura de Marrocos. Sempre prontos para uma conversa e para nos arrancar uma gargalhada.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A PhD on the Road (Morocco)

SAHARA (Morocco)

The unique Sahara, my friends

Leaving Midelt at 6.00 in the morning, cross Medium and Grand Atlas and move downstream until the desert. A giant trip to get smaller and smaller and, again smaller until you achieve the dimension of a single sand grain. And yet, growing more and more until everything becomes perfectly clear. The Ultimate Key. I choose Mo'horizons to take us down to the desert.

At the desert… our souls were drawn by the moving colours of dunes until the sunset, while riding long hours that nice and desperately uncomfortable animals, the curious meal with Europeans, Tuaregs and some animals of the desert, the small eternal fire under the night of 1000 stars and the language of senses and gestures that made possible the communication with such a gentle and warm people, who own an incredibly rich and smart culture. Again, Nitin Sahwney, and his deep cries from the soul (Nadia) bring up the perfect emotion.

Finally, the rests of my confusing civilized life start falling, and I get closer to the emptiness needed to create something. I spent some hours looking the sand grains moving away with wind and imagine all the trouble they had come trough to get here, and how much more trouble is waiting for them. Lucky troubles, because those are the paths that make their life. Just like me in this dual-travel… around the mind and around the world.

Tuareg - Sahara from nunocruz on Vimeo.

O Sahara, meus amigos, o Sahara

Deixamos Midelt aí por umas seis da manhã, atravesamos o Médio e o Grande Atlas e desaguamos nas fraldas do deserto. Uma viagem imensa para se tornar cada vez mais pequeno e mais pequeno, e ainda, mais pequeno até ao tamnho de um simples grão de areia. E mesmo assim crescendo continuamente, por dentro, até que tudo se tornou espantosamente claro. A Última Chave. Mo'Horizons tem a passada certa desta viagem


No deserto… transbordou-nos a alma, as cores das dunas em permanente movimento até ao entardecer, enquanto “caminhavamos” durante horas intermináveis em cima desses simpáticos e desconfortáveis animais (dromedaries), a curiosa refeição entre Europeus, Tuaregs e alguns animais (carraças) do deserto, a fogueira eterna sob a noite das mil estrelas e a linguagem dos gestos e dos sentidos que tornou possível o diálogo com gente tão acolhedora e de cultura tão rica. È impossivel traduzir aqueles momentos, mas acho que a musica de Nitin Sahwney (Nadia) traduz bem o sentimento.

Deixei definitivamente para trás, os restos de minha agitada vida, aproximando-me do vazio que necessito para criar algo. Passei horas esquecidas a olhar os grãos de areia a rolar com o vento, e todo os trabalhos por que passaram para chegar até aqui, bem como aqueles que o destino ainda lhes reserve. Trabalho feliz esse, porque é ele que lhes faz as vidas. Tal como a mim (nós) nesta dupla-viagem em torno…do mundo e da mente.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A PhD on the Road (Morocco)

Midelt, Morocco

Hi, Folks

Let me introduce you to Patricia Vieira. Patricia is a very dear friend, one of those that bring joy wherever they go. And she is doing her MSc thesis with me. When i started this tour she said to me "Oh! well, then i´ve have to find the money to go along with you, sooner or later, in this trip". It was sooner. Yesterday, after a fantastic drumming nigth with some Tuareg fellows, i arrived in our place in Midelt, and there she was with this shiny smile on her face and the computer in is arm, ready to go. Lucky girl, since the drumming nigth ended up with some carpets sold by the Tuaregs, but with the condition of leading us to the SAHARA.

And Patricia just open her laptop and played the little movie below

Welcome Patricia, welcome

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Midelt, Marrocos

Deixem-me apresentar-vos a Patricia Vieira. É uma dessas personagens sempre sorridentes que traz alegria a qualquer canto. Sorte a minha que a tenho como orientanda de Mestrado. Quando eu iniciei esta aventura disse-me "Ah! bom. Então tenho de desencantar dinheiro para embarcar contigo nesta aventura. Mais cedo ou mais tarde apanho-o". Mais cedo do que eu podia esperar. Ao regressar de uma fantástica noite de batuques com uns tipos Tuaregues, ao regressar ao poiso em Midelt, lá estava ela, toda sorridente e com um computador debaixo do braço, pronta para tudo. Sorte a dela, que a noite da batucada acabou com uns quantos tapetes comprados, mas na condição da grande nação tuareg nos guiar até ao SAHARA.

E de dentro do computador da Patricia saiu o filme apresentado acima

Bora lá, Patricia

domingo, 23 de novembro de 2008

A PhD on the Road (Morocco)

(Due to some transportation problems the edition of these news were delayed. We apologyze for the fact, and we´ll try our best not to repeat it in the future. Thank you)

CHAPTER 2 - AFRICA AND THE WEATHERING CYCLE

sub-Chapter 2.1 - Morocco

Hit the Road, Jack.

I just crossed the Mediterranian and here i´m in another continent, where they say everything began. It´s time to undress the portuguese (and european) coat.

If you really want to feel the people, the landscape and the culture behind, you have to dress their clothing and then leave your soul open and let it go. Somehow, i think "Beyond the Skin" (Nitin Sawhney) is perfect for the ocasion.


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Já estou com o pé na estrada.
Atravessei o mediterrâneo e já estou noutro continente, de onde dizem que nós saímos. É tempo de largar o traje português e europeu. Se realmente queremos sentir uma cultura com as suas gentes e paisagens, temos de vestir à moda deles, abrir a nossa alma e deixarmo-nos ir. Eu acho que esse momento particular é traduzido na perfeição por "Beyond the Skin" (Nitin Sawhney).

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While i was washed away by the beatiful scenaries in the track to the heart of Morocco, some ideas were coming in waves to my mind. The origin, the behaviour, the real impact in strength and stifness, how can i make a worth work. You can actually "see" these thaugts in "Tour Around Geotechnics", presented below. The movie is a mix of the amazing work produced by my Rock Mechanics students (2004 - 2007), who provide this great job (Geociências dept. of Aveiro University). We've learnt well. Together.




A tour around geotechnics from nunocruz on Vimeo.

Enquanto era banhado pela magnifica paisagem no percurso para o coração de Marrocos, muita coisa esvoaçou na minha mente. A origem da terra e seus sólidos maciços, o seu comportamento, o impacto na construcção, a forma de produzir um trabalho de utilidade practica. Todo o filme que passou na minha cabeça pode ser visto em "Volta ao mundo da Geotecnia", mesmo em cima deste texto. (o filme é um apanhado dos melhores momentos dos fantásticos trabalhos efectuados pelos meus alunos de Mecânica das Rochas entre 2004 e 2007, no depto. de Geociências da Universidade de Aveiro).

sábado, 15 de novembro de 2008

A PhD on the Road (Granja)

Prologue

I have always believed that a PhD is something where creation has to play a main role. Creation, in my modest understanding, is a matter of mixing Science and Art, Knowledge and Emotions, Passion and Anger, Chaos and Order, etc. Having to finish my PhD until the end of next year it came up to my mind that i have had a long run (10 years) around the subject of research, and that i had the same kind of feeling when travelling. You identify your goal but you can´t never be definitive about your path, otherwise you miss the best you can take from it: The surprise. And if you miss it then you loose the best of it, either with PhD or travelling. So, the best way is to have a nomad spirit, or mind

Being so, i just came to this idea of combining the two things i´m more enthusiastic about -Travelling and Inovative Research - giving raise to the project of "A PhD on the Road".

The aim is very simple: Pick up my Laptop and my Travel Coat (full of badges) and write the PhD while i´m telling a story of a tour around the world, that i´ve been living for the last 10 years, where each chapter of the PhD is strongly linked with every place i´m stepping in. Of course, this "around world story" is to be told with emotion in order to develop the creation i need for PhD, so i will try to mix images that warm the eyes and music that touch the heart.

With this thougts as scenary, i invite you all to come along and have fun with me in this amazing trip, that will take at least 6 months, with "meeting points" here once a week. I´ll try to write everything both in english and portuguese, in order to reach all my friends. I apologise in advance, for my english. Feel free to correct any mistakes through the comment window, and i´ll correct it in the main text.

Now, let´s have fun.

Sempre acreditei que fazer uma tese de doutoramento é algo em que o processo criativo desempenha um papel fundamental. No minha modesta opinião, a criação assenta na mistura da arte com a ciência, conhecimento e emoção, paixão e raiva, caos e ordem. Tendo que escrever o meu doutoramento até ao final do próximo ano, veio-me à ideia que ando às voltas com o assunto há cerca de 10 anos, e que o que sinto é em tudo idêntico à sensação em torno de uma viagem. Existe um objectivo mas sem ter um trajecto rigidamente definido, caso contrário perde-se o mais saboroso: a Surpresa. E se esse efeito se perder acaba por se perder também a verdadeira essencia das coisas, seja no doutoramento seja na viagem. Em suma, para ambas as coisas, a melhor coisa a fazer é ser nómada, vagueando ao sabor da onda.

Assim sendo, decidi combinar as duas coisa que mais gosto de fazer - Viagem e Investigação -dando origem a este projecto que denomino de "Um doutoramento on the road". O objectivo é muito simples: Pegar no computador e no meu Casaco de viagem (carregado de emblemas e pins) e escrever a tese enquanto conto uma história de uma viagem à volta do mundo, que tenho vindo a fazer durante os últimos 10 anos, onde cada capitulo da tese está fortemente relacionado com o terreno que vou pisando. É claro que uma história tem de ser contada com emoção (e assim desenvolver o processo criativo para o doutoramento), pelo que misturarei imagens e musica que brilham nos olhos e tocam no coração.

Com estas ideias por cenário de fundo, convido todos os que eventualmente se identifiquem com isto, a partirem nesta aventura comigo, a qual durará cerca de 6 meses, e que contará com um ponto de encontro semanal neste blog. Em inglês e em português para todos compreenderem.

E agora, vamos lá curtir.

Chapter 1 - Introduction

The beginning of the horizon, is always the place you are in. That´s where your dream start and your heart beats aiming to move on. The film you can see in this chapter represents the little town where i live (Granja - Vila Nova de Gaia) which fills my soul of love, peace and well-being, which i send to you with the fantastic sound of Pedro Abrunhosa, a music player from my home town. The music is called "Viagens" (which i would translate as Travelling)

All a Board then, for those who want to participate in this adventure.


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Capitulo 1 - Introdução

O horizonte começa exatamente onde nós temos os pés. É aí que começa o sonho e que o coração bate desejoso de movimento. O filme apresentado neste capitulo é um tour pela pequena vila onde tenho a sorte de viver (Granja, Vila Nova de Gaia) e que enche a minha alma de sentimento, paz e harmonia. Para traduzir esse prazer da minha vida escolhi a fantástica musica do Pedro Abrunhosa "Viagens", que tem tudo a ver com o momento.

'bora lá pessoal, quem quiser partir nesta aventura.

domingo, 19 de outubro de 2008

Uma outra forma de viajar

E um belo dum fim de tarde descobri a vertigem do tempo, entalado entre copos de vinho e os amigos de sempre. Juntos vivemos um tempo sem fim, e viajamos na história. E a bela Ester, "fisgou-nos" a todos para que a viagem perdure na memória.

Foi a grande aventura da viagem no tempo

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Chegou ao fim um tempo muit'a Fixe

Chegou ao fim esta viagem

Está na hora por isso de dar beijos e abraços em serenos "até breve"

Foi uma viagem boa. Por isso gostaria de dar um abraço sentido, comovido, pleno de emoção aos meus parceiros de todas as idades que participaram nesta manifestação de COMBINARTE. Para mim, ficará na memória como uma das mais belas coisas em que tive a honra de participar

à João (Maria Brito) Bustorff, pelos seus magnificos textos e pelo seu enorme entusiasmo em torno das minhas viagens. Sem ela, não havia esta viagem. Um beijo do tamanho do mundo

Ao Carlos Lourenço, pela fantástica envolvência que criou à viagem e pela sua sensibilidade. Um abraço enorme de um novo amigo

Ao Duarte, parceiro de muitas vidas, pelo seu fantástico olhar sobre a nossa cidade e pelo despertar que me concedeu para esta forma de arte. Uma coisa boa, esta viagem consigo

à Teresa Guerra, pelo cruzamento de olhares desse país fantástico que é Marrocos

à Isabel Tomás, por aqueles retratos lindos de gentes que eu tanto gosto

ao Bernardo Bustorff pela sua preseverança em vencer num mundo de adultos. Fantástica a tua versatilidade, dos chapéus aos sapatos, até à vitrina de aventura. E a viagem estendeu-se a todas as idades. Obrigado meu amigo

à minha Francisquinha, por manter os olhos no horizonte, e de o saber transmitir com arte

Ao Frederico Bustorff, pela introdução de uma outra arte

Ao Silvio (e ao zé) e ao Drejnievski, pela bicla e pela vespa, pela sua vontade de estar nisto

Ao Angel Oramas sus Muchachos & Muchachitas, por aquele momento único (inauguração), quando à viagem se juntou o movimento e a alegria da dança. Orgásmico.

Ao Octávio, pelo empenho em sublimar o nosso trabalho

Finalmente, a todos os que acederam ao convite e viajaram connosco no palácio e no blog

Obrigado pelo carinho. A exposição foram vocês todos.

Em jeito de até breve, deixo aqui uma peripécia. Divirtam-se



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O QUE NOS FORAM DIZENDO (livro de honra)

(Obrigado pelo calor que foram dando à nossa alma)

Parabéns. Boa onda

Gostei de conhecer o vosso mundo. As imagens, as palavras permanecem uma vida inteira na nossa mente. Boas Viagens e mais exposições

É inegável a poesia que sussurrava em cada canto.

Nesta Imensidão de espaço
e nesta Vastidão de tempo
é um Privilégio encontrar
este ponto de encontro.

Arte: é belo sentir-te, contigo aprendi a amar
Arte: cheiras a todas as flores existentes no planeta
Arte, contigo aprendi a gostar de mim e a amar-te eternamente
Arte, és o meu alento no momento mais feroz
Arte que me acompanhas para o infinito
que me acaricias nos momentos mais sós
Arte, amar-te-ei para sempre

Adorei a vossa exposição. É uma arte exemplar

O Mundo, a Luz, a Côr que nos dá hoje...
E amanhã, logo se vê

Observar o mundo por uma janela-plural é descobrir-se na sua pequenês. Parabéns por esta iniciativa

Parabéns por este trabalho de equipa. Amei a viagem
Também sou uma nómada à volta do mundo
Vejo o mar nos teus olhos joão (bustorff)...Schiuuu

Nuno (Cruz). Obrigada por nos fazeres viajar.. pelo mundo, pela alma, por nos soltares. É a libertação que nos faz regressar os sentidos.

Parabéns a todos os artistas
Foi com enorme gosto que estive presente.
Parabéns por saberem trabalhar em equipa, cada um com os seus dons.
Sózinho o ser humano dificilmente pode crescer e aprender

Uma colecção de eventos e cultura, terras e experiências. Mas mais do que isso, nómada é ter qulómetros na alma e sapatos gastos.
Mas por onde quer que se vá, por mais longe que se ande,
por mais que se absorva a mudança
o mais bonito são sempre as pessoas.

Parabéns pela qualidade e diversidade de obras de arte.
Desde já a "Vespa" é muito interessante porque faz lembrar as viagens dos anos 60 e o sonho em transformação diária das realidades e ads utopias que ainda se realizarão. Gostei muito.

Bem aventuradas as almas sensiveis

Porto, meu velho Porto
Viajando nos nossos sonhos. Excelente

Tens aquele feeling para a fotografia. Simplesmente fantástico

Belissima. O encontro perfeito

Parabéns e obrigada pela partilha desde momentos únicos de viagem.

Fiquei agradavelmente surpreendida ao visitar esta exposição. Gostei muito dos óleos, das fotografias e dos textos que as ilustram. Parabéns

Encantada
Sou uma portuense encantada com os seus artistas

Il viaggio é vita

Textos únicos e maravilhosos

Exposição à imagem de um verdadeiro mestre. Parabéns

Continuem sempre a gostar de viajar.

Um percurso tão maravilhoso que chega a ser comovente

As formas são repletas de poesia
As poesias são feitas de imagens
E estas imagens são tudo o que o meu coração gostaria

O tempo não separa o que Deus uniu

Saluti di Gorizia, Romans D'Isonzo, san pier d'isonzo e monfalcone (itay)

Une trés jolie exposition. Felicitation

A arte é uma coisa estranha. Gostei muito.

Simplesmente fantástico. Fenomenal. Descontraida
Que seja o primeiro de muitos sucessos

Simplesmente... profunda.

Extremamente versátil e deveras interessante.
As tuas viagens são nómadas, mas a tua atenção é deveras fixativa dos elementos e dos lugares
Genial

Pena que a viagem tenha de terminar agora. O tempo cessou e tenho de partir.

Tão longe...
Tão perto dos olhos que vêem com o coração

Merci pour ce voyage en tour du réve de nos rêves.

Fotografia e Poesia. Uma simbiose perfeita que contraria "uma imagem vale mais que mil palavras"

Nos ha encantado la Exposicion, sobretodo con la sala de los "pufs" e sombreros.
Una parada para el relax.

Uma viagem. Em cada paragem o anseio de ficar e contemplar
Sensações, cheiros e emoções
Aqui, hoje e agora, um pouco do que foi vivido pode ser partilhado

Parabéns. Deveras excelente e supreendente. Olhares, sentimentos, sensações
que nos deixam mais ricos perante tanta diversidade e riqueza humana.
A vida é mesmo um milagre a ser vivida.

Viagem de 1 vida. Viajei consigo
Belos pedaços de mundo. Partilhe-os sempre

Open Mind

Gostei muito da exposição especialmente das pessoas de áfrica, o que me emocionou um pouco

Gostei dos sapatos de viagem, dos chapéus dos lugares
A prova do tempo e do espaço percorrido...vivido... demorado.
Gostei das fotos, claro, já sabias
mas foram especialmente combinadas
Isa (Isabel Tomás) são ainda mais bonitos sob as luzes da ribalta.

Segurando a mão do meu Amado, segui a tua exposição. Simplesmente linda

Muitos parabéns. Gostei imenso dos pares de sapatos "perdidos" por aí.

Gostei muito e me lembrei que arte,viagens, música e poesia fazem parte da minha vida.

Adorei a exposição
Fotografias de sonho, apetece viajar

Fotografias fantásticas que nos permitem sonhar. Obrigado por partilharem connosco.

A arte é fascinante.

Adorei a exposição (sou uma fã da pintura)

A arte em si não é nada. Serve apenas como meio para atingir um fim

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

CELEBRAR O REGRESSO A CASA


Alô
FAIT ATTENTION


Encerramento desta surpreendente (para mim) exposição. Obrigado a todos pelo calorzinho

Então é assim. Tudo numa "cool".
Domingo, entre as 15:00 e as 18:00 estamos lá para festejar o regresso depois de mais uma longa viagem. Tal Asterix e Obelix.
EH! Temos de arranjar um Bardo. Aceito sugestões.
Apareçam. Tragam congas e flautas, palhaços e acrobatas e muita vontade de sorrir

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

CUBANANDO

Quando preparava a inauguração da exposição, veio-me à ideia que era engraçado fazer daquilo uma viagem para mim, também. Escolhi Cuba, aonde ainda não fui.

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Feliz escolha.
Porque Cuba é musica e dança
E musica e dança é o meu amigo cubanito ANGEL ORAMAS...

...que com SUS MUCHACHOS & MUCHACHITAS combinaram mais uma arte na exposição, a dança, traçando um movimento que deu ainda mais vida àquela viagem. Imaginem pintura, escultura, fotografia, diaporama, filme e dança convivendo tudo em perfeita harmonia.

Obrigado por esse momento SUBLIME.

Pudera eu ter disso lá, todos os dias.



SENHORAS E SENHORES

FIQUEM COM.....

ANGEL ORAMAS
SUS MUCHACHOS & MUCHACHITAS

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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Lauching an idea

To all our dear friends

Every once in a while we´ll be writing down some information in english, for all the friends that doesn´t understand portuguese, but do understand the meaning of travelling, the beauty of photos and how important it is to show emotions.

We do believe that DIAPORAMAs (see the movies in the blog) takes emotions to the photos and transform the static in dynamic. More than that, we truly believe it as an important tool to comunicate just like a book or a movie.

In fact, one can tell a story with images, bringing emotions with music and its lyrics, and guiding it trough some written or spoken words. And so, you can tell a love story, narrate a magnificent trip, teach some technicall stuff (I´ve tried this in Aveiro University with my students and these results were amazing), or whatever your imagination create. And it is, no doubt, a important tool to communicate with younger generations, who are quite "readingless".

The exhibition that you can see in Palácio or in this blog is just the art of combining different ways of expression such as images, sounds and writings creating for you a travel around the world without leaving your place.

If you got touched by this idea just leave your comment and help us being succeeded on that journey

With all of our smiley LOVE, and hoping to bring happiness to your way

Kisses and hugs

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

da Ribeira até à Foz

De onde sempre saio e onde sempre volto

(os textos da maria brito e o diaporama do meu "titicos" Duarte Bravo de Faria são uma ilustração perfeita para esse meu ponto de ancoragem)

A ti, meu Porto de abrigo

Na tua ausência,
A falta que me fazes,
É (apenas) a falta que me faz,
Sentir tão funda, essa persistente saudade de ti…
Mas, sei que posso contar contigo – Porto – meu abrigo.
Morada certa e segura – raízes.
De muralhas inabaláveis – indestrutíveis.
Pontes sóbrias e sábias que nos sustentam – nas travessias.
Cidade de todas as des(ilusões) – minha.
Pois, por mais que procure e deseje outros sítios,
Só tu me podes levar onde ainda não fui…
E nas margens da tua Foz
Contemplo o infinito – arrisco um futuro.
Avisto lá longe o barqueiro – sei que me espera –
Quando for a hora de partir! …
O Douro, esse, manterá o seu curso… sempre… pleno de Rabelos…

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Para ti, meu Porto de abrigo

Meu ponto de chegada e de partida,

Meu sábio guia, catapulta de novos sonhos.

Tão generosas e apetecíveis são as tuas águas, onde livremente deixas

Que deslize e repouse a minha alma,

sem nunca me prenderes nas tuas amarras…

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Fantástico

Meus amigos

Aí esteve uma inauguração de arromba. Fantástico.
O movimento e um frenesim que nos transportaram a todos para uma excelente viagem. Agradeço a presença de todos esperando sinceramente que tenham dado o tempo por bem gasto.

Um abraço a todos os meus parceiros desta viagem, a saber:
à joão bustorff (Maria Brito) pela sua genica, pela crença em tudo isto e pelos seus magnificos textos
ao meu amigo duarte, pelo magnifico diaporama do porto (retalhos da minha cidade), e pela oportunidade de um trajecto comum
ao bernardo pela sua vontade constante em participar, pelo arranjo dos sapatos e pelas suas construções
à teresa guerra, pelo olhar bonito de Marrocos e do seu sahara
ao carlos lourenço, pelo excelente enquadramento das suas peças, e pela cuidadosa montagem da exposição
ao octávio pelo seu envolvimento e pelo seu dinamismo que transformou uma ideia numa magnifica realização
à francisca pelo olhar sonhador sobre a viagem e pelas saudades que tem de mim quando estou fora
à isabel tomás pela presença da india e do tibete (pinturas)
Ao Silvio Queirós e ao Drejo pelas suas "reliquias" de viajem (bicla e vespa)
Finalmente, um agradecimento especial aos meus amigos "dançantes" sob a batuta do Angel Oramas e da Cláudia Gomes, que emprestaram um belo movimento à exposição e à arte de viajar.

Por fim, aqui fica um magnifico texto da maria brito, para a imortalidade desta exposição...

Schiiiiiiiu!

Se me levares a ver o mar, eu rendo-me.
Se na suave brisa do vento sentir uma festa tua, eu rendo-me.
Se te sentares ao meu lado ao pôr-do-sol e nada disseres, eu rendo-me.
Se poisares a tua mão firme levemente sobre a minha, eu rendo-me.
Se o teu silêncio me sussurrar ao ouvido uma frase inesperada, eu rendo-me.
Se me sorrires um sorriso tranquilo, eu rendo-me.
Se me olhares com serenidade, eu rendo-me.
Se nada pedires, se não insistires, eu rendo-me.
Se a imensidão do teu abraço me libertar, eu solto-me.
Se fizeres tudo isso ao mesmo tempo, eu fujo.
Se te precipitares, eu ataco.
Se me agredires, eu sucumbo.
Porque,
Se me perco, encontro-me,
Se me encontro, perco-me…
E, aí,
Então,
Sem mais defesas,
Sobre o peso do teu corpo, mergulho,
Sob a leveza do teu ser, afundo-me.
Por isso, schiiiiiiiu!

sábado, 9 de agosto de 2008

é hoje, é hoje, é hoje

Amigos

Hoje é o dia.
Hoje viajamos todos juntos à volta do mundo
hoje o mundo tem um sorriso enorme
hoje a vida fica mais bonita um bocadinho

Venham ter connosco, em "traje" de viagem

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Diaporamas disponíveis na exposição

"Tuareg"
"Na Peugada de Livingstone"
"Um Chá do Ceilão"
"7 dias no Tibete"
"De Pernanbuco ao Paraná. Uma História de Peão"

Boa Viagem, por lá.

domingo, 27 de julho de 2008

A song for you (Excerto de "Um Chá do Ceilão)

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Combinando o incombinável

A minha maior convicção reside no valor de COMBINAR.
Combinar...
o Azeite com a Água, a Bondade com a Malícia,
a Arte com a Ciência, o Formato com o Caos
o Inteligente com o Limitado, o Sereno com o Agressivo,
o Chefe de família com o Aventureiro, a Mulher a dias com o Guarda Nocturno.
E assim o Fraco torna-se Forte quando o Forte Fraco se torna.
Experimentem. E verifiquem os excelentes resultados, sobretudo pelo enorme estimulo à Imaginação e Criatividade. Imaginem o Michael Schumacher a conduzir um burro. O que não ganharia o burro, e quão mais não ganharia o Schumacher.