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quinta-feira, 2 de março de 2017

COLOMBIAN STORIES - Raquirá, Ecce Homo, Terraccotta house

Boyacá region

I get up in the morning decided to move around the colonial área of Villa de Leyva, to take everything i tis got to offer, which in reality gives me na unsuspected richness. I grab my friends while we jump into the car rented in Bogotá, and laughing out loud the happiness we feel in our hearts we just head to Raquirá (near 30 km from Villa de Leyva), another coulored colonial city that is considered the colombian capital of pottery. In 1994 it was considered one of the most beautiful places of colonial Boyacá by the Corporacion Nacional de Turismo de Colombia. In the local indian language Raquirá means the Land of Pottery. And so we got lost in that beauty full of history that ends up in a overwhelming meal in a  famous local restaurante. 

And with the brain somehow dizzy by the wine that followed the meal we pu tour legs on the way towards the famous monastery that religiously rule the region. The monastery Ecce Homo that owns its title from the famous painting with the same name, that was stolen in Rome by a spanish soldier. The daughter of that soldier, Catalina Casallas, dreamt with a saint, talked to his brother and the monastery was born. In 1998 it became arquitectonic heritage of Colombia. I breath the peace that always come from thes places, but i also feel the brutality of the church on those dark times of cristianization.

From there, we just followed our path back to Villa Leyva, stopping by another local amazing place: The House of Terracotta a life project of the Colombian arquitect Octavio Mendoza, the biggest piece of pottery in the world as he like to name it. It was built exclusively by hand using only clay and baked in the sun and without any single piece of cement or steel. Inside, the rooms curve and flow into each other, as though the entire house was cast in a single mold. The dream of Mendoza gives not only the fantastic piece of work that i tis, but also points out a way to built handicraft houses making use of the most famous thing of the region (pottery). As divine as the monastery that we had visited a few hours before. 

As usual, i just melt the music (Como el Humo by Mama Patxanga, Cantate Domino by Les Petites Chanteurs de Montigny, Maria Magdalene y Maria Jacobi by Tudor Consort and Be Free by Derek Clegg) that echoes in my ears, expecting to activate the travelling soul that must inhabits every soul of those that read my stories

Kisses & Hugs and… get happy.

Levanto-me pela manhã decidido a envolver a zona de Villa Leyva com aquilo que ela tem para me ofertar, o que na realidade me traz uma riqueza insuspeita. Agarro-me aos amigos enquanto saltamos para dentro do carro alugado em Bogotá e, gargalhando alto pela serenidade que aquele ambiente nos trás dirigimo-nos a Raquirá (a cerca de 30 km de distância), uma colorida cidade colonial que é considerada a capital do barro artesanal da Colombia e foi agraciada em 1994 pela Corporacion Nacional de Turismo como um dos sítios mais bonitos da provincia de Boyacá, graças à pitoresca decoração das suas casas. Na língua indígena, Raquirá significa a terra dos Potes. Manhã santa deleitando-me com essa beleza impregnada de história que acaba com uma lauta refeição bem regada num famoso restaurante local. 

Bem regadinhos, apontamos baterias ao famoso convento dominicano do Século XVII que religiosamente domina a região e que deve o seu nome (Monasterio Ecce Homo) ao quadro do Santo Ecce Homo que foi saqueado em Roma e trazido para o Novo reino de Granada (Colombia) por um soldado espanhol cuja filha Catalina Casallas haveria de sonhar com esse convento e acabaria por convencer o irmão a construi-lo. Em 1998 foi declarado património arquitetónico da lista de bens culturais da Colombia. Respiro-lhe a paz que sempre ascende nesses sítios, mas também lhe sinto a opacidade feroz com que foi feita a colonização cristã, sobretudo a espanhola.

Regresso no cair da tarde a Villa Leyva, passando pela espantosa casa de Terracotta projeto de vida do arquiteto colombiano Octavio Mendoza. A casa foi toda feita em argila, a lembrar os adobes dos climas secos, completamente moldada pelo dito arquiteto, e construída à mão, sem um único pedaço de cimento ou de aço. Espantosa a modernidade, a simplicidade e o conforto dessa casa totalmente construída em argila de formas arredondadas e perfeitamente integradas no cenário montanhoso que a envolve. O sonho de Octavio Mendoza, oferece não só a originalidade que ela constitui como aponta caminhos para se construirem casas de modo económico, baseadas no trabalho artesanal que dá riqueza à região (a olaria). Tão divina como o mosteiro por onde passei umas horas antes.

Junto-lhe novamente uns pós da música (Como el Humo de Mama Patxanga, Cantate Domino de Les Petites Chanteurs de Montigny, Maria Magdalene y Maria Jacobi de Tudor Consort e Be Free de Derek Clegg)  que me ecoa os ouvidos durante este pequeno périplo de maravilhas de Boyacá, com o que espero activar a alma viajante que habita em todos os que me lêem. 

Beijos e abraços e…sejam felizes.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

COLOMBIAN STORIES - Villa de Leyva

Villa de Leyva is a colonial town founded in 1572, that lays at 2140m in the middle of the mountains of Boyacá (200-300 km from Bogotá). It was once the town for spanish families and vice-roys to relax, and, frozing in time, Villa Leyva preserved more or less intact the original characterisitics and today is considered as one of the main atractions of the Colombian National Network of Heritage Towns. It is really worthy, if you have the opportunity.

If you have legs and lungs, go towards the small santuary that you may see from that impressive plaza mayor until you see jesus in your size. One hour and an half to go climbing steep, plain of sweat, but at the end you will have waiting for you a unique view of the villa, especially to understand the real dimension of that overwhelming plaza mayor.

As usual for me in this kind of places, history penetrates my soul and my brain is swallowed by sliding histories of love and war, generosity and evil, romantism and obcurantism. I add some music to the brain (the 5th Reason by Remus, Blue Draggish by Underscore Orchestra, Go to tell it on the mountains by Petits Chanteurs de Montigny) and type in my memory the pleasure i had in that week-end with a bunch of good friends.

Kisses and hugs, especially to those with an anxious present


Villa Leiva, Colombia from nunocruz on Vimeo.

Villa de Leyva é uma pequena vila fundada em 1572, encalacrada a 2140m de altitude no meio das montanhas do distrito de Boyacá (200-300 km de Bogotá). Villa Leyva foi no passado a casa de repouso dos vice-reis espanhois e de muitas familias endinheiradas espanholas e hoje constitui um retrato mais ou menos intacto daquele tempo, razão pela qual faz parte da lista de cidades históricas do património colombiano. Claramente um sitio a visitar, para quem tiver oportunidade.

Se tiverem pernas e pulmão, ponham-se a caminho dessa imagem pequenina de Jesus encavalitada num ressalto montanhoso e cheguem-se a ela (imagem) até que a mesma tenha o vosso tamanho. Uma hora e meia a subir em modo empinado, verdadeira suadela. Mas no final vale a pena porque tem uma fabulosa vista completa da vila e, sobretudo, permite apreciar verdadeiramente a dimensão daquela espantosa praça de armas.

Como de costume, a história penetra-me e na minha cabeça deslizam histórias de amor e de guerra, de generosidade e safadeza, de romantismo e obscurantismo. Junto-lhe uma musiquinha (the 5th Reason by Remus, Blue Draggish by Underscore Orchestra, Go to tell it on the mountains by Petits Chanteurs de Montigny) e escrevo na memória o prazer que aquele fim-de-semana me deu com um punhado de gente muito boa.

Beijos e abraços, em especial para aqueles a quem o presente não favorece

sábado, 17 de dezembro de 2016

FAR EAST - a Unique Brisbane

Brisbane, Queensland, Australia

And there we were with a day free to walk around the lovely and lively Brisbane. In a mostly cloudy and rainy day. And that gave us a unique flavour of the city, since this kind of weather rarely happens in those surroundings. Sunny Brisbane, we can catch any time i want. Grey Brisbane... most of you have to see this movie. Slide down the river that cuts Brisbane in two, with us and The Freak Fandango Orchestra (At World's End and A Russian Circus) and Josh Woodward (Swiming in Tuppertine)
Kisses and hugs to everybody and an awesome Christmas.
Far East - a Unique Brisbane from nunocruz on Vimeo.


E de repente ali estavamos nós (silvia fernandes e carlos rodrigues) com um dia livre para circular em Brisbane. Um dia globalmente enublado, por vezes chuvoso. Deslizamos rio abaixo saltando de barco em barco no incrivel sistema de transportes publicos que operam no rio que divide a cidade em dois, lá fomos bebendo a paisagem de uma Brisbane unica, já que dias daqueles são uma raridade naquelas bandas. Uma Brisbane solarenga, todos podemos ter em qualquer altura. Uma Brisbane de fundo cinza e pingo na testa... a maior parte terá que ver no meu blog. Abençoados fomos, por isso, nesse dia. Venham lá dai connosco, com The Freak Fandango Orchestra (At World's End e A Russian Circus) e com o Josh Woodward (Swiming in Tuppertine).
 Beijos e abraços

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

FAR EAST - A Town called 1770 & Agnes Waters)

1770 & Agnes Waters, Queensland

And suddenly, in our way back to “business” we decided to make a small deviation and stay overnight in a town called 1770, which is the place where Captain Cook landed for the first time. Truly, it is not a town, but just a small marina, a few houses, one of those complexes of villas for tourism and Bustard Bay, where Captain Cook left the boat and put his feet on shore. They say that one can see more or less the same that Captain has seen. 1770 exists together with another small town, named Agnes Waters, a well known place of Surf in Australia. As fast as we arrived, at the sunset, we were sorry not to have come earlier. A simple place, with just the basics for supporting life, a relaxing nature and an touching easy going atittude. And when talking in the reception of the hostal with some nice costumer that was around, he asked me how long i would stay.
 - Unfortunatly, i have to leave tomorrow, which is a tremendous pitty, i said
- Why do you leave, if this is a tremendous pitty, he asked back
- I have to be in Brisbane for work, tomorrow night.
His face turn serious, he look into my eyes, put a finger in the mouth and whistle:
- ssshhhh. You are forbidden to mention WORK in here.
I just smile back, recognizing the wisdom in it and moved along with my friends with Cletus Got Shot (https://cletusgotshot.bandcamp.com/) singing “the Congressman” in my hears, to taste every single second of it.
In the “Mouche”

FAR EAST - 1770 from nunocruz on Vimeo.

E assim, já no caminho de regresso a Brisbane, decidimos fazer um pequeno desvio e passar por uma terra chamada 1770 que é nem mais nem menos o sitio onde o Capitão Cook fundeou e pôs pela primeira vez o pé em terra australiana. Na verdade, não é sequer uma aldeia, apenas uma marina, com duas lojas e um café, mais umas quantas casas dispersas, um complexo (pequeno) turístico e a histórica Bustard Bay. O sitio ganha um pouco mais de dimensão, porque se “agarra” a Agnes Waters, outro sitio igualmente pequeno com um centro com o que é preciso, um bar altaneiro e uma praia que se completa com as duas urbes, famosa no mundo do Surf.
Assim que ali chegamos, por altura do pôr do sol, assim nos arrependemos de não ter vindo mais cedo (ou antes, de não ter tempo para nos arrastarmos por ali). Um sitio mesmo simples com o básico para a “sobrevivência”, uma natureza relaxante, uma atmosfera solta e descontraída. E quando, após um belo jantar num restaurante catita, regado com uma soberba cerveja artesanal, estou na recepção do hostal à conversa com um tipo que meteu conversa comigo ele me pergunta:
- Quanto tempo vais ficar por aÍ?
- Infelizmentemente, tenho de partir amanhã, o que é uma enorme desgraça, retorqui
- Então porque partes, senão te apetece, insistiu ele
- Porque não posso. Tenho trabalho em Brisbane
A cara dele pôs-se séria, o sobrolho franziu um pouco, levou o dedo à boca e sibilou:
-sssssshhhhhh. Aqui, é heresia falar de trabalho.

Sorri, saboreando a saborosa sabedoria daquele comentário. Bati-lhe a continência e fiz-me à vida com os meus amigos, com o Cletus Got Shot (https://cletusgotshot.bandcamp.com/) soprando “the Congressman” nos nossos ouvidos, disposto a aproveitar cada segundo de paz e harmonia com que aquele sítio me penetrou.  
Tiro Certeiro, esse desvio, sem dúvida alguma.