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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A PhD on the Road (Morocco)

SAHARA (Morocco)

The unique Sahara, my friends

Leaving Midelt at 6.00 in the morning, cross Medium and Grand Atlas and move downstream until the desert. A giant trip to get smaller and smaller and, again smaller until you achieve the dimension of a single sand grain. And yet, growing more and more until everything becomes perfectly clear. The Ultimate Key. I choose Mo'horizons to take us down to the desert.

At the desert… our souls were drawn by the moving colours of dunes until the sunset, while riding long hours that nice and desperately uncomfortable animals, the curious meal with Europeans, Tuaregs and some animals of the desert, the small eternal fire under the night of 1000 stars and the language of senses and gestures that made possible the communication with such a gentle and warm people, who own an incredibly rich and smart culture. Again, Nitin Sahwney, and his deep cries from the soul (Nadia) bring up the perfect emotion.

Finally, the rests of my confusing civilized life start falling, and I get closer to the emptiness needed to create something. I spent some hours looking the sand grains moving away with wind and imagine all the trouble they had come trough to get here, and how much more trouble is waiting for them. Lucky troubles, because those are the paths that make their life. Just like me in this dual-travel… around the mind and around the world.

Tuareg - Sahara from nunocruz on Vimeo.

O Sahara, meus amigos, o Sahara

Deixamos Midelt aí por umas seis da manhã, atravesamos o Médio e o Grande Atlas e desaguamos nas fraldas do deserto. Uma viagem imensa para se tornar cada vez mais pequeno e mais pequeno, e ainda, mais pequeno até ao tamnho de um simples grão de areia. E mesmo assim crescendo continuamente, por dentro, até que tudo se tornou espantosamente claro. A Última Chave. Mo'Horizons tem a passada certa desta viagem


No deserto… transbordou-nos a alma, as cores das dunas em permanente movimento até ao entardecer, enquanto “caminhavamos” durante horas intermináveis em cima desses simpáticos e desconfortáveis animais (dromedaries), a curiosa refeição entre Europeus, Tuaregs e alguns animais (carraças) do deserto, a fogueira eterna sob a noite das mil estrelas e a linguagem dos gestos e dos sentidos que tornou possível o diálogo com gente tão acolhedora e de cultura tão rica. È impossivel traduzir aqueles momentos, mas acho que a musica de Nitin Sahwney (Nadia) traduz bem o sentimento.

Deixei definitivamente para trás, os restos de minha agitada vida, aproximando-me do vazio que necessito para criar algo. Passei horas esquecidas a olhar os grãos de areia a rolar com o vento, e todo os trabalhos por que passaram para chegar até aqui, bem como aqueles que o destino ainda lhes reserve. Trabalho feliz esse, porque é ele que lhes faz as vidas. Tal como a mim (nós) nesta dupla-viagem em torno…do mundo e da mente.

4 comentários:

Anónimo disse...

Ufa, finalmente cheguei aqui. Também foi uma bela viagem, mas longa … comecei em Julho e não em 15 de Novembro. Iria já praí se pudesse … embora o meu sonho seja a patagónia.
Hasta,
Eric Blair

Nuno disse...

Patagónia e o Trans siberiano são dois dos meus horizontes de viagem. Quem sabe não nos encontramos a fazer isso

Anónimo disse...

Ah, pois, o transiberiano também, mas a Patagónia, a eterna Patagónia do Chatwin, do Coloane, do Sepúlveda dos Butch and Cassidy … e só não é do London e do Conrad, e até mesmo do Thoreau porque estes nunca tiveram a felicidade de a descobrir.
Só espero que não consigam ir para lá com os dakars e companhia.
Hasta,
EB

Nuno Cruz disse...

Não confundo as duas. Apenas, as duas tem o TRANS. E o trans, para quem fotografa, permite uma das mais fascinantes tarefas: A Paisagem em Movimento. Se a isto acrescentarmos uma boa sequência musical, conseguem-se construir momentos únicos de beleza e emoção.

Falamo-nos por aí