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sábado, 18 de novembro de 2017

KAZAKITRAVELIN - All the way up

Shymbulak, Kazakistan

I was born facing the immense ocean that gave me the soul to dare the glance beyond the horizon, the need of penetrating him called by the horizon that always lies after the horizon. I love the taste of the salty foam that refreshes my face and my days. I love its infinite infinity that enlarges my perspective. I love his flow movements, sometimes serene sometimes tempestuous in the syncope that makes life flow. It have fed my instincts since my first minute on earth, the ocean. Always in the horizon of the windows of my life.
With the ocean in the instinct and in the horizon, i grew up facing the mountains, taken by hand by my father all the way to the top, in great freedom flows. At every climb, at every conquered summit, more mountain spirit was (and is) installed in my soul, melting with the instinctive ocean already in there. I love the vertigo of heights and conquers, felt in the sweet loneliness crossed by the whistle of the wind singing throughout the mountain valleys or by the sound of water playing against the gravel river beds followed by the chorus that arise from the local birds. That is why the spelling call of the mountains is unavoidable for me, everytime the mountain cross my way. I just let myself embrace into a heady dance. That was what happened once more in Shymbulak, a ski resort installed in the mountains that guard Almaty. Blown by the sound of Mountain Top (by Cletus got shot) i jump with all my team into the amazing cable car that takes us up to a 3200m mountain spot. As I get there, my legs take the lead and walk me, on the rhythm of Ovulation (by Learning Music), to the deep heart of the mountain. 
I fill up my lounges with a happy air and, like a hornpipe, I release it back singing out loud with my friends songs of freedom. Come along with us and enjoy that nature
Nasci defronte para a imensidão do oceano, que me deu a alma para sempre espreitar além do horizonte, de querer penetrá-lo porque há sempre mais um para encarar. Adoro a espuma salgada que dele emana e me tempera os dias, a sua infinita imensidão que me alarga a perspectiva, o seu movimento ora sereno ora revolto que empresta o gradiente para a vida rolar. Alimenta-me o instinto desde sempre, o mar. Sempre no horizonte das janelas onde vivi
Com o mar no instinto e no horizonte, cresci também defronte da montanha, levado pela mão de meu pai por ela acima em fluxos de liberdade. A cada escalada, a cada cume atingido, mais um bocado de montanha se entranhava dentro de mim, mergulhando harmoniosamente no instintivo mar lá instalado. Adoro a vertigem da altitude e da conquista, sentida na solidão cortada pelo assobio do vento cantando pelos vales, no som da água resvalando pelos fundos cascalhentos, acompanhada pelo coro que sai do papo dos pássaros que compõem o habitat. Por isso, o chamamento da montanha é incontornável para mim. Sempre que a tenho próximo, deixo-me conduzir serenamente por ela num bailado inebriante. Foi assim, uma vez mais, em Shymbulak, uma estância de neve instalada nas montanhas que protegem Almaty, ali mesmo à mão. Sob o som de Mountain Top (by Cletus got shot) salto com a restante troupe para dentro de teleférico e ascendo ao fim da linha, a 3200m de altitude onde apenas está a montanha servida por um bar-abrigo que aquece o corpo e a alma dos viajantes daquelas paragens. Num movimento sincopado com Ovulation (by Learning Music), as minhas pernas saltam do teleférico e compassadamente põem-se em marcha montanha dentro. Enche-se-me o peito de ar feliz e, tal como uma gaita de foles, liberto-o em seguida com os parceiros de caminhada cantando canções de liberdade a plenos pulmões. 

sábado, 11 de novembro de 2017

KAZAKITRAVELIN - Diving into the Charyn Canyon

Charyn Canyon, Kazakistan

We left in the morning, after the confusion that 8 people waking up in the same apartment can create, which was brought into the well managed van (by JO, a friend that drove us all the way of this adventure). 10 people talking at the same time in crossed conversations, from the back to the front of the vehicle. I was delighted with the harmony created by people that hardly knew each other before, mixing professors and students, young people and people with doubled age, musleems, christians and non-believers, opening their hearts to a good trip. 200km on the road (and then the way back), crossing Almaty Province towards the Chinese border, where the Charyn (or Sharyn) river flows and the canyon of the same name scratches the landscape along a line with 80 km. It tells a magnificent geologic life story carved in the red sanstones by the waters that coming from the famous Tian Shan Mountains (Mountains of Heaven), by the eolic action of winds or even by some heat volcanic episodes. I walk with my friends the last 5 km of this canyon listening to the local histories, told by Ardak and Ulmeken, or by my own imagination. And the intimacy among the group is growing up to an unthinkable level, bringing up to my memory another trip to the Sahara desert 20 years ago where a friendship between 8 people started and never went away. Blown by the Mind Orchestra (The Minoan) we slide down the canyon towards the flowing river.  


KAZAKITRAVELIN - Charin Canyon from nunocruz on Vimeo.

Abalamos de manhã, após a estremunhada confusão que oito melros podem criar ao acordar, trazendo para dentro da carrinha sabiamente gerida pelo JO (outro amigo feito lá que nos conduziu a aventura), a algazarra que podem fazer 10 adultos, falando ao mesmo tempo desde trás até à frente, num arrepiante choque de conversas. Deliciei-me com a envolvente comunhão de amigos de uns e amigos de outros que tem um amigo no um, professores em final de carreira e alunos a terminar seus cursos, católicos, agnósticos e muçulmanos, abrindo portas e corações a uma boa viagem. 200 km de estrada (mais duzentos da volta), cruzando a provincia de Almaty até perto da fronteira chinesa onde se encontra um braço do rio Charyn (ou Sharyn). Charyn Canyon, um impressionante rasgão no planalto com cerca de 80 km de extensão contando uma belíssima história moldada na pedra vermelha arenitica, ora pelas águas vindas das miticas Tian Shan Mountains (Montanhas do céu), ora pela acção eólica dos ventos encanados assobiando pelos arenitos, ora ainda por alguns sobressaltos vulcânicos. Ao estilo do Grand Canyon (onde nunca estive). Fazemos-lhe os últimos 5 km, ouvindo as contadas (pela Ulmeken e Ardak) ou imaginadas histórias que aquele tipo de lugares sempre inspiram. Sinto o mergulho no canyon a perspassar-me, entranhando-me a natureza Kazakistan, deliciosamente condimentado com a intimidade entre todos que vai crescendo com uma naturalidade inquestionável e surpreendente. Ao ritmo e semelhança de uma outra que começou numa viagem ao Deserto do Sahara 20 anos atrás, com 8 mais ou menos desconhecidos que nunca mais se separaram. Daqueles amigos cada vez mais raros que dispensam os “favores”. 4 desses 8, seguem de novo nesta, com os the Mind Orchestra (The Minoan) sussurrando a sua musica pelas entranhas do canyon. Muito bom. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

KAZAKITRAVELLIN - The city of Apples

Almaty, Kazakistan

They got into my class one morning, with 3 weeks later than supposed by tricks of burocracy, 5 smily kazakistans that, as a group, marked the difference in the class of Rock Mechanics that i teach in Aveiro University. I felt lucky to see them evolving along the semester, mainly because I just love what team work means. You give the best of yourself, without thinking in your payback, although it is inevitable that it will come to you. Usually generates generosity, giving, sharing, loving, a delightful path. Furthermore, i slowly tasted the intrinsic joy that arose from them, just for being there in a longinquous mitic country (Portugal is a mitic longinquous country with a powerful history for people from “the other side”), living this piece for their lives. All the senses and live emotions in my soul of my first mitic longinquous countris (Tibete and Sri Lanka) came up to the surface, completely enlightening my loving heart.
This walk with them along the semester brought back my early dreams of fantastic histories of adventures evolved in the farway Central Asia, from Gengis Khan to the Silk Road, from Jules Verne to Nicolau Gogol. I was seeing the faces of those histories right in front of me. Fatally, I cancelled previous bookings, and move my soul towards that unknown country for me. Me, and one more, plus one more and even one more, fell in the contagious enthusiasm of my heart for that travelling adventure. At the end, we were 8 when the plane landed, at 4.00 o’clock, in the City of the Apples (Almaty), the old capital of Kazakistan (until 1998) and the most important city of Kazakistan, located in the way of the centurian railway line Turquestan – Siberia.
Waiting for us, the joy and giving hearts of Ulmeken and Ardak that would live together with us until the last minute of our stay.
Come and meet them (I am sure you will love them) and follow us around the city of the apples, floating with the Flight of the Falcon (Learning Music)   

Entraram-me pela aula dentro numa bela manhã que jamais esquecerei, com 3 semanas de atraso por danos da burocracia, 5 serenos kazakistões em grupo coeso e inteligente que rapidamente ultrapassaram o atraso e se colaram aos melhores desse curso. Deleitei-me a observá-los, porque sempre dou muito valor ao trabalho de equipa, ao contributo generoso de cada um para o bem comum que necessariamente o separa do egoísmo vivencial. Dá-se simplesmente. O retorno nem se pensa nele, mas está sempre garantido. Mais fatal que o destino. Mais ainda, saboreei a alegria intrínseca que deles emanava, simplesmente por estarem ali vivendo esse seu pedaço de vida. Saltaram-me `flor da pele a emoção e excitação das minhas primeiras viagens para míticos destinos longínquos como o tibete ou o sri lanka. Portugal tem uma história que raia o mítico… para quem vive “do outro lado”, isso mesmo me disseram eles.
Com toda a naturalidade a nossa vivência conjunta foi-me repescando as histórias que li dos povos daquela zona do globo, do Gengis Khan à Rota da Seda, do Julio Verne ao Nicolau Gogol, a que se foram juntando as histórias por eles contadas em primeira mão. A Ásia Central. Com mais naturalidade ainda, desmarquei a rota que já tinha marcado, e apontei baterias a esse país para mim desconhecido. Primeiro eu a que se foi juntando este, mais aquele, mais o outro, que se deixaram contagiar pelo entusiasmo com que pus o coração nessa viagem. Ao todo, acabamos aterrando 8, pelas 4.00 da manhã, na cidade das maçãs (Almaty), a antiga capital do Kazakistão (até 1998) e ainda hoje a cidade mais importante do País. Por aqui passa a centenária via-férrea Turquestão-Sibéria que desde logo lambi com a alma. À nossa espera, a Ulmeken e a Ardak, com os seus contagiantes sorrisos e enormes corações, prontas para uma aventura que dava ali os primeiros passos. 
Bora lá daí conhecê-las, e com elas conhecer a cidade das maçãs ao som de Flight of the Falcon (Learning Music)

sábado, 28 de outubro de 2017

KAZIKTRAVELLING - The prologue and epilogue of a great trip

Amsterdam, the Netherlands

Travelling is something that i increasingly need. As worse is my context with the world, more the travelling time becomes in a fundamental freedom essence of my reason and my soul. Any time I start moving, my smile wides completely disintegrating all the impotence and disappointment against the creepy increasing corruption and lies that you are confronted everyday in your activities. More and more. However you have to hold on to your convictions, otherwise it will be even worse. Therefore I need very much to dive through new natures, open dialogs with other people, other faiths, other lives, digging smiles on those faces I have never seen before and probably not seeing again in the future, but that will remain in my soul mixing with other smiles that I kidnapped in other movements.
The travelling, just for itself, creates that atmosphere. But sometimes, by unusual circumstances that converge to the same horizon, the intensity of things transport you to an unforgettable upper level of intensity. And that was exactly what happened with this trip to Kazakistan. Eight people (friends of friends but not yet friends) moving through scenaries hardly dreamt before, freeing their emotions and intensifying feelings, guided by two other girls that opened to us the doors of  Kazakistan through their own hearts, whose story I will tell in the following weeks
It started and ended in Amsterdam, this unforgettable trip, ending in an Obelix party with all the tripmates in a fantastic dinner offered by the sweet Christine, a dutch friend that I haven’t seen for 25 years (last time was in my wedding), where we met my eternal love, Dicky, a partner of love and life since the romantic university times and Jildou, another friend that slept under my ceiling and to whom I have widen the smile with the breath of our Portugal. Awesome moments and feelings that flooded to the main (trip)stream until becoming part of the trip itslef.  I thought I was about to die, while returning after that dinner, given the impossible intensity that was exploding inside me.
La Vie est Belle, by Lee Maddeford, lend the words and bring the emotions for the prologue and epilogue of that trip. Enjoy


KAZAKITRAVELLING - The prologue and epilogue of a great trip from nunocruz on Vimeo.

A viagem é uma coisa que nos dias de hoje cada vez mais necessito. Quanto pior é o meu contexto com o mundo, que vai piorando com o passar dos dias, mais a viagem se torna numa essencia libertária da minha alma e da minha razão. Cada vez que arranco para qualquer que seja o lado, o sorriso alarga-se deixando cair a impotência e a desilusão que vou sentindo pelo crescer das arrepiantes corrupção, engodo, mentira, falta de respeito, arrogância, incompetência, que diariamente nos engole no desenrolar social. O desgaste de quem esbraceja contra esta maré é imenso e quase certamente pejado de insucessos. Contudo, mesmo que isolado e sem “sumo” aparente, mantenho fielmente o apego às minhas convicções e enquanto isso ponho um pouco mais de peso no prato mais leve da balança. Posso não conseguir “virar” o mundo, mas resisto até à última gota.
Por isso preciso muito de banhar-me em outras naturezas, desbravar conversas e desvendar os mistérios de outras gentes, outras crenças, outras vidas e rasgar sorrisos nesses rostos que nunca vi, e que provavelmente não voltarei a ver. Tudo isso me fica gravado na alma mesclando-se com outras emoções que capturei nas andanças anteriores. E com isso, armazenar ar suficiente nos pulmões para o novo mergulho nesse poluído mundo onde vivo.
Uma viagem normalmente proporciona tudo isso (pelo menos para mim), mas vezes há em que o registo emocional atinge picos inolvidáveis, por circunstâncias especiais que se conjugam favoravelmente potenciando o efeito “viagem” para níveis estratosféricos.
Foi isso que aconteceu no rasgão que inscrevi no meu mapa de viagens, concretamente no Kazakistan. Oito pessoas, viajando juntas por estranhas terras que a imaginação não alcançara antes, libertando as emoções e intensificando as relações. Em harmonia com outras duas que nos abriram as portas do kazakistan através dos seus enormes corações
Começou e acabou em amsterdam essa fantástica viagem que vos darei conta nas próximas semanas. E acabou com um “jantar de Obelix”, com todos os viajantes em casa da Christinne, uma amiga que não via desde o dia do meu casamento (25 anos atrás), mais a minha eterna  Dicky que que revejo sem falhas todas as vezes que por ali passo e que trago sempre comigo no coração). Ainda outra, a Jildou que dormiu sob o meu teto e a quem alarguei sorriso com a beleza do nosso Portugal. Fantásticos momentos que fluidamente se juntaram à viagem até se tornarem parte da mesma.
Acreditei que morria, no regresso após o jantar, tal a impossível intensidade do que sentia. Uma vez mais, com a alma cheia e o amor mais profundo. La Vie est Belle, de Lee Maddeford, empresta as palavras e faz a emoção do prólogo e do epílogo dessa viagem        


quinta-feira, 2 de março de 2017

COLOMBIAN STORIES - Raquirá, Ecce Homo, Terraccotta house

Boyacá region

I get up in the morning decided to move around the colonial área of Villa de Leyva, to take everything i tis got to offer, which in reality gives me na unsuspected richness. I grab my friends while we jump into the car rented in Bogotá, and laughing out loud the happiness we feel in our hearts we just head to Raquirá (near 30 km from Villa de Leyva), another coulored colonial city that is considered the colombian capital of pottery. In 1994 it was considered one of the most beautiful places of colonial Boyacá by the Corporacion Nacional de Turismo de Colombia. In the local indian language Raquirá means the Land of Pottery. And so we got lost in that beauty full of history that ends up in a overwhelming meal in a  famous local restaurante. 

And with the brain somehow dizzy by the wine that followed the meal we pu tour legs on the way towards the famous monastery that religiously rule the region. The monastery Ecce Homo that owns its title from the famous painting with the same name, that was stolen in Rome by a spanish soldier. The daughter of that soldier, Catalina Casallas, dreamt with a saint, talked to his brother and the monastery was born. In 1998 it became arquitectonic heritage of Colombia. I breath the peace that always come from thes places, but i also feel the brutality of the church on those dark times of cristianization.

From there, we just followed our path back to Villa Leyva, stopping by another local amazing place: The House of Terracotta a life project of the Colombian arquitect Octavio Mendoza, the biggest piece of pottery in the world as he like to name it. It was built exclusively by hand using only clay and baked in the sun and without any single piece of cement or steel. Inside, the rooms curve and flow into each other, as though the entire house was cast in a single mold. The dream of Mendoza gives not only the fantastic piece of work that i tis, but also points out a way to built handicraft houses making use of the most famous thing of the region (pottery). As divine as the monastery that we had visited a few hours before. 

As usual, i just melt the music (Como el Humo by Mama Patxanga, Cantate Domino by Les Petites Chanteurs de Montigny, Maria Magdalene y Maria Jacobi by Tudor Consort and Be Free by Derek Clegg) that echoes in my ears, expecting to activate the travelling soul that must inhabits every soul of those that read my stories

Kisses & Hugs and… get happy.

Levanto-me pela manhã decidido a envolver a zona de Villa Leyva com aquilo que ela tem para me ofertar, o que na realidade me traz uma riqueza insuspeita. Agarro-me aos amigos enquanto saltamos para dentro do carro alugado em Bogotá e, gargalhando alto pela serenidade que aquele ambiente nos trás dirigimo-nos a Raquirá (a cerca de 30 km de distância), uma colorida cidade colonial que é considerada a capital do barro artesanal da Colombia e foi agraciada em 1994 pela Corporacion Nacional de Turismo como um dos sítios mais bonitos da provincia de Boyacá, graças à pitoresca decoração das suas casas. Na língua indígena, Raquirá significa a terra dos Potes. Manhã santa deleitando-me com essa beleza impregnada de história que acaba com uma lauta refeição bem regada num famoso restaurante local. 

Bem regadinhos, apontamos baterias ao famoso convento dominicano do Século XVII que religiosamente domina a região e que deve o seu nome (Monasterio Ecce Homo) ao quadro do Santo Ecce Homo que foi saqueado em Roma e trazido para o Novo reino de Granada (Colombia) por um soldado espanhol cuja filha Catalina Casallas haveria de sonhar com esse convento e acabaria por convencer o irmão a construi-lo. Em 1998 foi declarado património arquitetónico da lista de bens culturais da Colombia. Respiro-lhe a paz que sempre ascende nesses sítios, mas também lhe sinto a opacidade feroz com que foi feita a colonização cristã, sobretudo a espanhola.

Regresso no cair da tarde a Villa Leyva, passando pela espantosa casa de Terracotta projeto de vida do arquiteto colombiano Octavio Mendoza. A casa foi toda feita em argila, a lembrar os adobes dos climas secos, completamente moldada pelo dito arquiteto, e construída à mão, sem um único pedaço de cimento ou de aço. Espantosa a modernidade, a simplicidade e o conforto dessa casa totalmente construída em argila de formas arredondadas e perfeitamente integradas no cenário montanhoso que a envolve. O sonho de Octavio Mendoza, oferece não só a originalidade que ela constitui como aponta caminhos para se construirem casas de modo económico, baseadas no trabalho artesanal que dá riqueza à região (a olaria). Tão divina como o mosteiro por onde passei umas horas antes.

Junto-lhe novamente uns pós da música (Como el Humo de Mama Patxanga, Cantate Domino de Les Petites Chanteurs de Montigny, Maria Magdalene y Maria Jacobi de Tudor Consort e Be Free de Derek Clegg)  que me ecoa os ouvidos durante este pequeno périplo de maravilhas de Boyacá, com o que espero activar a alma viajante que habita em todos os que me lêem. 

Beijos e abraços e…sejam felizes.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

COLOMBIAN STORIES - Villa de Leyva

Villa de Leyva is a colonial town founded in 1572, that lays at 2140m in the middle of the mountains of Boyacá (200-300 km from Bogotá). It was once the town for spanish families and vice-roys to relax, and, frozing in time, Villa Leyva preserved more or less intact the original characterisitics and today is considered as one of the main atractions of the Colombian National Network of Heritage Towns. It is really worthy, if you have the opportunity.

If you have legs and lungs, go towards the small santuary that you may see from that impressive plaza mayor until you see jesus in your size. One hour and an half to go climbing steep, plain of sweat, but at the end you will have waiting for you a unique view of the villa, especially to understand the real dimension of that overwhelming plaza mayor.

As usual for me in this kind of places, history penetrates my soul and my brain is swallowed by sliding histories of love and war, generosity and evil, romantism and obcurantism. I add some music to the brain (the 5th Reason by Remus, Blue Draggish by Underscore Orchestra, Go to tell it on the mountains by Petits Chanteurs de Montigny) and type in my memory the pleasure i had in that week-end with a bunch of good friends.

Kisses and hugs, especially to those with an anxious present


Villa Leiva, Colombia from nunocruz on Vimeo.

Villa de Leyva é uma pequena vila fundada em 1572, encalacrada a 2140m de altitude no meio das montanhas do distrito de Boyacá (200-300 km de Bogotá). Villa Leyva foi no passado a casa de repouso dos vice-reis espanhois e de muitas familias endinheiradas espanholas e hoje constitui um retrato mais ou menos intacto daquele tempo, razão pela qual faz parte da lista de cidades históricas do património colombiano. Claramente um sitio a visitar, para quem tiver oportunidade.

Se tiverem pernas e pulmão, ponham-se a caminho dessa imagem pequenina de Jesus encavalitada num ressalto montanhoso e cheguem-se a ela (imagem) até que a mesma tenha o vosso tamanho. Uma hora e meia a subir em modo empinado, verdadeira suadela. Mas no final vale a pena porque tem uma fabulosa vista completa da vila e, sobretudo, permite apreciar verdadeiramente a dimensão daquela espantosa praça de armas.

Como de costume, a história penetra-me e na minha cabeça deslizam histórias de amor e de guerra, de generosidade e safadeza, de romantismo e obscurantismo. Junto-lhe uma musiquinha (the 5th Reason by Remus, Blue Draggish by Underscore Orchestra, Go to tell it on the mountains by Petits Chanteurs de Montigny) e escrevo na memória o prazer que aquele fim-de-semana me deu com um punhado de gente muito boa.

Beijos e abraços, em especial para aqueles a quem o presente não favorece