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domingo, 28 de setembro de 2014

THE WALK OF LIFE - Live on your dreams

Palma - Barcelona

And when everything seems to be lost, one day you will see the light shining on and you will know you have conquered it. We did it. But… what´s next?
We did it. I tis done. Some will exagerete the success. Others will try to diminuish the thing. The fucking markets will labbel a price (when this is the case) in your fronthead. But really, really it really doesn’t matter, because we were the ones that did the walk, that enjoyed and stumble along the track, gaining new departs for other dreams and knowledge for other ways that will come. And the claps, and fireworks in the kingdom, and the envys and the flattering, and all that “harmonic” social cocktail that always bursts out in these kind of occasions, that will not sum or subtract anything to the real achievement. Not at all. It has been our dream. Not theirs. 

Only you can correctly evaluate your path, no one else.

Furthermore, the dream does not usually end when it is conquered. Most part of the times the ultimate dream is to keep it, ever after. If we can do it, we will have that fantastic thing of living the dream while dreaming. If not, the true value of the conquest vanishes with the time roll.


I slide with this feelings within the last journey of the UIM story, that take us to Barcelona. With the immortal Freddy Mercury, first with Queen (Bohemian Raphsody), then with Monserrat Caballé (the unavoidable Barcelona)



THE WALK OF LIFE - ...and be free from nunocruz on Vimeo.

E finalmente, temo-lo ali à mão. Incontornável. Só uma fatalidade nos impede de o conquistar. Conseguimos. Mas… e depois?
Conseguimos, está conseguido. Os outros valorizarão o feito, uns mais, outros menos, inflacionando ou reduzindo o seu efeito. Pouco importa, no entanto e realmente, porque o caminho fizemo-lo nós, na alegria e na dificuldade, tirando dele partidas para outros sonhos e ensinamentos para outros espinhos. E as palmas, e os foguetes, e as invejas e as bajulações, enfim todo esse cocktail de hormonas social que irrompe nessas alturas, e os títulos que se ganharam ou aqueles que se deviam e alguém sonegou, isso não tira nem põe nada na questão. Pelo contrário. O sonho é nosso, não é deles.  Para além disso, o sonho nem sempre acaba quando se o conquista. Muitas vezes reside no saber mantê-lo, depois. Se o soubermos fazer, usufruímos dessa coisa fantástica de viver o sonho enquanto se sonha. Se não o soubermos, o valor da conquista desvanece-se no tempo até desaparecer.

Só o próprio pode atribuir o verdadeiro valor do feito (se o souber fazer de uma forma honesta e lúcida) e só o próprio pode dizer quando acabou. Mais ninguém. 

Deslizo com esses sentidos pensamentos pela última etapa da viagem UIM, que nos leva a Barcelona. Com o grande Freddy Mercury por companhia, primeiro com os Queen (Bohemian Raphsody) depois com Monserrat Caballé (inevitavelmente…Barcelona)

Boa vida para vocês todos, Creoulinhas & Creoulões, Buena Vida para usteds todos. 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

THE WALK OF LIFE - Learn & Love

Ceuta - Formentera - Mallorca
4,5 days on board. 2 days on shore

Ok. Dreaming is easy, is just to let our imagination free, after all the pulse of the human brain. But the act of dreaming doesn’t end up (at least commonly) in the image we have just created within our souls. Not at all. Dreaming gives you a dynamic movement of the body and mind that push us forward, to go after those dreamed dreams. For that, we have to put our feet on the ground, without losing the dream, get all of it, learn the knowledge we need to conquer it and love everybody and everything that crosses our way, with whom we will share paths, revolutions and happinesses. To the initial uncertainties, proper of those that start a walk, there will be lighthouses that will show the obstacles of the way. Later, we will be lighthouses for those who dare to dream after us. And step by step, we will build something that as worth to live and taste, even if the final goal is not achievable. As I said in last chapter, is in the way that one may find the happiness, not in the horizon. Horizons just work for opening a way.
And so, defeating our fears, with both body and brain used to the sweet balance of the Creoula in Mediterranian waters, we moved to Palma de Maiorca, in our way to Barcelona, tasting deeply the way, learning and loving the oceans and all the people that travel together with us. The sailors and their commanders with their discipline and  marked hierarchy, the students and their permanent rebel state, cadets of the naval school (for me those who have the most difficult task since they are in students age but under a strong discipline), and finally the tutors that have to put in position of those that know nothing and learn from the beginning. All together,  guaranteeing the movement of Creoula, learning what has to be learned and loving the path. 4,5 days living on board followed by feet on shore again on a tour around Palma de Maiorca, evolved by the magic words of Fool’s Overture (Supertramp) because we all have to be a bit crazy, Uprising (Muse) because every generation always have to promote mind revolution,  The Ripe & Ruin and Something Good (Alt-J), because everything has always a good and a bad size (we only have to look were e want). Hope you like it
Kisses and hugs and see you next week.


THE WALK OF LIFE - Learn and Love from nunocruz on Vimeo.

4,5 dias a bordo. 2 dias em terra

Pois é. Sonhar é facil, é dar livre arbitrio à imaginação, afinal o pulsar do cérebro humano. Mas o acto de sonhar não se esgota (pelo menos normalmente) na imagem que criamos na cabeça. Não pode, de todo. O sonho cria um dinamismo físico e espiritual que nos impele para a frente, em busca desses sonhos, em direcção ao horizonte sonhado. Temos pois de pôr os pés no chão e, sem nunca perder de vista o sonho, apreende-lo, aprender o conhecimento que temos de incorporar para poder persegui-lo e darmo-nos ao amor pelas pessoas e suas coisas que seguem um caminho paralelo com o nosso, com quem compartilharemos trajectórias, revoluções e felicidades.  Á titubeancia inicial, própria de quem segue um trajecto por trilhar, surgirão  faróis que iluminam o caminho e nos mostram os escolhos. Nós próprios, mais tarde, seremos também um farol para esses alguéns que se lançaram nos sonhos. E passo a passo, construiremos algo porque valeu a pena correr, mesmo que o fim seja inalcançável, inatingível. Como disse antes (no capitulo anterior), é no caminho que estão as alegrias, os empolgamentos, a felicidade. Não no final, que esse serve apenas para marcar um caminho. Tal e qual.
E assim, vencidos os medos, já com o corpo e a mente bem habituados ao suave balançar do Creoula em águas mediterrânicas, lá disparamos em direcção a Palma de Maiorca, no nosso caminho para Barcelona, saboreando intensamente o caminho, aprendendo e amando o mar, o Creoula e todos os nossos parceiros de viagem. Os militares (comando e guarnição) com a sua disciplina e hierarquia marcada, os instruendos rebeldes, irreverentes e irrequietos, os cadetes e a sua vida mista (eu diria que a mais difícil de todas) que tem de combinar o sonho com a disciplina, e finalmente os tutores (em que orgulhosamente me incluo) que se tem de pôr na posição de quem nada sabe. Todos juntos, garantindo a marcha continua do Creoula, aprendendo o que há para aprender sobre o mar e, em amor genuíno, saboreando as felicidades que o trajecto nos traz. 4,5 dias seguidos de vida a bordo, nos tais 85m de comprimento, seguidos de uma volta com os pés em terra pela ilha de Mallorca, embalados pelas mensagens inscritas em Fool’s Overture (Supertramp) que de louco todos nós temos de ter um pouco, em Uprising (Muse) porque cada geração tem de revolucionar mentalidades, The Ripe & Ruin e Something Good (Alt-J), porque todas as coisas tem sempre um lado bom e outro mau (apenas temos de olhar para o que queremos).

Beijos e abraços e até para a semana

terça-feira, 9 de setembro de 2014

THE WALK OF LIFE - Dream

Lisboa – Ceuta.
3 days on board + 7 hours in Ceuta
I look the ocean once more, knowing that since my last UIM adventure the I will never look into it the same way. I see far beyond that pleasant blue surface that matches well in every landscape and gives you a wide sort of near-shore activities. No. I see the ocean in its whole influence on the sustainability of the planet, the geopolitics, the energy, the geology, the (animal, vegetal and mineral) resources. I dive into it melting with its waters, being within.
Fantastic that idea of claiming for the universitarian attention to the oceans, appealing to their sense of adventure, by taking them through the ocean while combining Knowledge, Adventure, Love, Frienship. The training ship Creoula (Portuguese Navy) gives a tasteful romantic touch which is impossible to deny.  
Some get into this adventure as a consequence of a delirious moment. Other come because they saw it in a flier and they dreamt about something they cannot explain. Others, just because of that instinctive sense of adventure that flows through their veins.  And some, just from a joke played by their relatives. At the end, no one really thought a big deal about it. And so, when you step in the Creoula’s deck, a iced sensation invades your body and mind, frightened by the worry of not being skilled for that adventure.    
But it has been working pretty well, because the population is in the age of dreaming and willing to learn how the dream commands life. Damned will be the generation that couldn’t dream because they will be naked of a soul light and colour. They will never know the happiness of the walk path. Which, in fact, is the happiness itself. Alvaro de Campos said once " Only what we dream means what we really are, because everything we have already done belongs to the world and to everybody. Sharp, i would say.
Dream along with me through this adventure that took us from Lisbon to Barcelona. Today the first (Lisboa to Ceuta) of four Episodes, with the emotional words and music played by Estudantina Universitária de Coimbra (a Tuna which I helped to create and with whom I have had a full basket of adventures), Traçadinho (portuguese typical drink of wine with soda), dreaming with Roger Hodgson (Dreamer) and walking the life with Dire Straits (Walk of Life). See you next week. Hugs. I hope i can make you dream.


The Walk of Life - Dream... from nunocruz on Vimeo.

Lisboa - Ceuta. 3 dias a bordo + 7 horas em Ceuta
Olho o mar, da minha varanda, uma vez mais. Nunca mais o olhei da mesma maneira, depois da ultima aventura UIM. Desde então que o vejo muito para lá daquela superfície azul que encaixa lindamente na paisagem, ou daquele near-shore que me serve umas banhocas ou umas voltitas à vela ou a motor nas redondezas. Desde então, aprendi da sua influencia na sustentabilidade do planeta, da sua determinancia na geopolítica, na energia e nos recursos animais, vegetais e minerais enfim, mergulhei bem fundo e diluí-me nele.
Fantástica ideia essa de chamar a atenção da população universitária (na idade das escolhas) para o mar apelando ao seu espírito de aventura, embarcando-os numas semanas de mar onde se mistura  Conhecimento, Aventura, Amor e Companheirismo. O NTM Creoula dá-lhe um saborosíssimo toque romântico. Impossivel não ceder ao apelo.
Uns (professores e alunos) inscrevem-se nesta aventura fruto dum devaneio, muitas vezes após uma boa noite de copos ou de uma cena em que se impõe mostrar a valentia. Outros porque leram num panfleto e sonharam com algo que nem sabem bem o que é. Outros ainda, têm entranhado no corpo e no espírito a alma da aventura. Quiçá outros, uma partida de uns amigos malandros. No final, ninguém pensou maduramente no assunto. Seguiu (felizmente) apenas um impulso. Por isso, quando se pisa o deck do Creoula com apenas 85m de comprido, invade-nos o corpo e a alma uma sensação gelada do medo de porventura não estar à altura do empreendimento.
Mas funciona sempre. Em pleno, estendendo-se já para além de uma década este empreendimento da Universidade Itinerante do Mar (UIM) a bordo do Creoula. Simplesmente por ser uma aventura que se confunde com as próprias aventuras da vida, numa idade de testar capacidades, de inventar, de ousar um mundo melhor. Enfim, a idade de sonhar e de deixar o sonho comandar a vida. Ai da geração que não sonhe, porque terá despido a sua alma, perdido a sua luz, desbotado a sua cor. Não saberá nunca o que é a felicidade do percurso, que afinal não é mais do que a felicidade em si mesma. Disse um dia um dos nossos escritores (Alvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa) que tudo aquilo que sonhamos é aquilo que realmente somos porque o que já fizemos pertence naturalmente ao mundo e a toda a gente. Nada mais certeiro, diria eu, acho que em nome de grande parte daqueles que ao longo dos anos tem vindo a participar nesta aventura. E quão necessitados não estamos nós todos de sonhos?

Sonhemos então todos juntos neste primeiro (Lisboa - Ceuta) de quatro episódios dessa aventura no Creoula que nos levou de Lisboa a Barcelona, embalados nas palavras e na música da Estudantina Universitária de Coimbra (Traçadinho) (uma Tuna universitária que tive o prazer de ajudar a formar e com quem deambulei aventuras a fio), sonhando ao ritmo de Roger Hodgson (Dreamer), enfim fazendo connosco este passeio de vida com os Dire Straits (Walk of Life). Espero fazê-los sonhar  Para a semana há mais. Abraços

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

7 SEAS - Off (Drinking) Duty

And after a couple of days, with our faces full of salt, the burnt by the sun, and the soul sinking in the ocean, we finally arrived in the fantastic harbour of Cadiz, which leaves you right in the center of that city undoubtly marked by the oceans and sailors.

And just like any other sailor, the sight of shore just push us straight to the laugh and pleasure world. Come along with us and leave yourself with the fantastic voice of Luisa Sobral (Xico), singing an history of a sailor life.

Kisses and hugs

7 SEAS - Off (drinking) Duty from nunocruz on Vimeo.

E depois de uns quantos dias de mar, por vezes salteado com terra (como nas berlengas), com a face a saber a sal, a pele bem tisnada pelo sol e a alma inundada pelo oceano, lá atracamos no porto de Cadiz, com saída directa para o centro dessa magnifica e importante cidade portuária do sul de espanha, cuja vida se encontra indelevelmente marcada pelo mar e pelos navegantes. E como com qualquer outro marujo, a vista de terra e dos divertimentos que por ali se podem encontrar despertaram a "toura" que há em nós. Uma merecida interrupção na navegação para dar corda no riso e no prazer. Venham daí connosco, e deixem-se embalar com a voz e as palavras de Luisa Sobral (Xico), contando e cantando uma história que bem pode ser de marinheiros.

Beijos e abraços 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

7 SEAS - The Perfect Mix

Berlengas - Cadiz. Living in the Ocean

We left Berlengas after the sunset and we had to face two nights and one day of intense navigation.

Intense days. Continuous work of navigation, with the “crew” more prepared and familiarized with the tasks, 4 hour of “quarters” combined with general and sailing labours, accumulated with specific manoeuvers of navigation and various academic workshops, which drown us more deeply into this fantastic world that is the sea. And all happening within this unstable platform that is the ship. Teachers, students and sailors united by the same goal, shoulder to shoulder and laugh to laugh, being part of the same crew and living in full cooperation instead of competition. And at the end of the day, that tribute in the southwest corner of Portugal payed to the father of Portuguese Navigation, threw us definitively into the History of our country. Overwhelming

Intense nights. By night, the curtains went up and voices raised in the air towards the moon and the stars, singing portuguese rock songs from the 80’ and 90’ (that you have been listening throughout the movies of this story), unifying (again) the different generations that were on board around same freedom chorus (today with Homem do Leme, the Man of the Wheel from Xutos e Pontapés and Too Far from Radio Macau). Unforgettable nights that pull up the joy of university time, were nights like this were common. Not as a remembrance of the past. Only a true share of the similar moments, ideals and freedom.

This kind of trips can end in two ways. If everything goes wrong, that´s a hell of a mess. If it goes well, they usually become sublime. This latter was exactly what happen with us. Unforgetable.


7 SEAS - The Perfect Mix from nunocruz on Vimeo.

Levantamos ferro e saímos das Berlengas depois do Sol se pôr. Tínhamos pela frente uma noite de navegação seguida do dia seguinte e ainda a respectiva noite até de manhã, conforme o planning de chegada a Cadiz.

Dias intensos. Manobras de navegação em continuo, agora com todos familiarizados com as respectivas tarefas, turnos de 4 horas mais as fainas gerais, tudo em cima de formações especificas de treino de mar e vários workshops UIM (sobre o mar, naturalmente) que nos afogavam ainda mais nesse deslumbrante continente dos Oceanos. Professores, alunos e marinheiros convergindo nas mesmas tarefas, ombro no ombro e riso no riso, diluindo a competitividade por detrás da cooperação e do espírito de equipa. Uma tripulação que todos constituíam e na qual todos se reviam. Depois, a variedade de assuntos tratados nos workshops, emprestou uma riqueza de conhecimentos que a todos nos “afogou” mais ainda naquele mar. E no final do dia, aquela sentida homenagem em frente à ponta de Sagres ao Infante do mesmo nome que atirou connosco para dentro da própria História do nosso País. Empolgante, para mim, pelo menos.

Noites intensas. Pela noite baixava o “Cantar” a meio convés, sob a lua e milhões de estrelas, maioritariamente pautado pelas letras e músicas do cancioneiro Português dos anos 80 e 90 que tem vindo a acompanhar os filmes desta historia (hoje com Homem do Leme dos Xutos e Pontapés e Longe Demais dos Radio Macau, ambas cantadas pelos Resistência), unindo-se aqui, também, as diferentes gerações num mesmo coro de sentida liberdade. Tão boas aquelas noites de cantoria que arrancaram de mim a alegria do tempo de universitário quando frequentemente vivi noites daquele calibre. Não pelo saudosismo, que nem o aprecio. Apenas pela comunhão de momentos, de ideais e de liberdade.

Este tipo de viagens, em que as coisas andam nos limites, tem destas coisas. Ou dão para o “torto” e é uma confusão dos diabos ou correm bem e são sublimes. Connosco deu para a última e tornou-se inesquecível. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

7 SEAS - Paradising

Berlengas

We anchored just in front of Berlengas, for a deserved resting time of navigation and university procedures, taking advantage of the 1st afternoon off-duty to enjoy one of the best natural spots that the oceanic Portugal has to offer. The archipelago of Berlengas In a way i had the chance to feel the Charles Darwin look around when abandoning his Beagle to go on a beautiful and rich shore, when i jumped to our "zebro" to step on the the only inhabited island (the Great Berlenga) of an astonishing 1,5 km long and 800m wide.
Located 5,7 miles from the Cape Carvoeiro, the archipelago is composed by 3 islands: Great Berlenga, Estelas and Farilhões. It is a unique ecosystem of the world. Because of that, Berlengas was the first protected land of Portugal (1465, King Afonso V) and it is today a Biosphere World Reserve of UNESCO (2011).  It is a rather different natural spot, for what it is common in Portugal, showing a pirate caribbean landscape, marked by strongly green waters full of life, a fortress almost palaphitic, natural tunnels where the sun plays its magic games with the shadows. And in reality, the scenary correspond to the history of the place marked by dramatic and heroic events, frequently associated to shipwrecks and attacks of Morocco, Algerian, French and British pirates.    

The day woke up gray, but when we arrived on the Berlenga Lighthouse for an official Lunch offered by the 
Oeste cim, the sun was already smiling out loud to all of us. After the lunch and the usual speeches for official events, the doors for enjoying the place were open, in a scream of watering liberty shared by students, profs and crew, which deeply led to a same soul for the group. Freshly tasteful, with Resistência (
Mano a Mano, Shoulder to Shoulder and Marcha dos Desalinhados, The March of Not Fit People).


7 SEAS - Paradising from nunocruz on Vimeo.

Fundeamos ao largo das Berlengas, para um merecido repouso na navegação, aproveitando a primeira tarde de folga de trabalho para tirar partido de um dos muitos belos spots naturais que o Portugal marítimo tem para oferecer. O arquipélago das Berlengas. Duma certa forma, tive o prazer de vislumbrar os olhares de Charles Darwin saindo do seu “Beagle” em direcção a uma terra florescente de fauna e flora, praticamente sem gente, quando saltei para dentro do “zebro” e abalei para a única ilha habitada do arquipélago (Berlenga Grande), com apenas cerca de 1,5km de comprido por 800m de largo.
Situado a 5,7 milhas a oeste do Cabo Carvoeiro o Arquipélago das Berlengas é composto por 3 pequenas ilhas de natureza granítica, denominadas Berlenga Grande, Estelas e Farilhões, e constitui-se como um ecossistema dito único no mundo. No país, concerteza. Talvez por isso tenha sido mesmo a primeira área protegida do país (1465, por decreto do rei Afonso V) e seja actualmente classificado como Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO (2011). No país é concerteza único, mostrando um lado que mais parece um cenário de piratas nas Caraibas. Águas poderosamente verdes, uma fortaleza quase palafitosa, cenários de grutas e de raios solares que criam mágicos jogos de luz. E na realidade o cenário corresponde à história, rica em acontecimentos dramáticos e heróicos (bem ao jeito nacional) associados a frequentes naufrágios e ataques de piratas marroquinos argelinos, franceses e ingleses que ocorriam naquela parte da costa portuguesa, de onde emerge um herói nacional, o cabo ANTÓNIO AVELAR PESSOA, que resistiu com 28 homens durante dois dias a um ataque da armada espanhola de catorze naus e uma caravela (o nosso habitual David contra Golias). Romântico, sem dúvida.

Depois de uma manhã mais cinzenta, o tempo abriu e quando chegamos ao Farol da Berlenga, para uma sardinhada oficial oferecida pela
Oeste cim a todo o Creoula, já o Sol estava todo bem-disposto sorrindo para nós todos. Após o almoço e os discursos das entidades oficiais, abriram-se as portas para o usufruto da beleza e romantismo do lugar, num grito de aquática liberdade, partilhado por instruendos, profs. e tripulação, contribuindo profundamente para  o entrosamento de todos. Saborosamente fresco, com Resistência (Mano a Mano e Marcha dos Desalinhados).   

sábado, 21 de setembro de 2013

7 SEAS - The Sailing Labour

Ilhavo -Berlengas

After the first day of navigation, we were all more confortable with our stomach, body and brain in terms of managing seasickness, all familiarized with our tasks on board and having the idea of the work to be done. We were getting the spirit of the thing and anxious to start Living in the Sea
Every morning the day began at 7.00 with a whistle announcing the dawn and giving instructions about what to dress and the planning for the day. The whole group had been previously divided in 4 groups of 9-10 students, one Cadete (officer student of Naval School) 2 university tutors, working mixed together with the ship crew in quarters (4 hours each group) for the ship labour, participating in the navigation procedures (including the wheel and the maps), cooking, “waitering” the meals, guaranteeing good shape of the mechanical and electronic equipments and watching over. General Labour for cleaning rooms and bathrooms at 7.30 each morning (3 hours of sleep for those who were in “quarters” until 4.00), Sail Labour and workshops and preparation for the university works (that have to be presented at the end) had the participation of the whole group. It was tough and exhausting. Generally not more than 5-6 hours of sleep, frequently in two steps.
Despite that, mixing university students, professors and Army in a same working group it was surprisingly simple. Everything worked so well and so fast, giving us time to look through the “window” and get in touch with this other continent that Oceans are. Sliding with its waves, feeling its melancholic infinite and how small we (and our ship) are. One unchangeable circumference, departing from you, in its centre, towards the point where oceans meet sky. Everything that falls within… belongs to your eyes, to your soul, to your dream. And so all together we have just abandoned ourselves on the arms of that adventure. Superb. With the music of Resistência (Não sou o único, I´m not the only one looking at the sky e Noite, Night). Hope you like it



7 SEAS - The Sailing Labour from nunocruz on Vimeo.

Depois da primeira navegação, introdutória para passar enjoos, habituar o corpo e o cérebro aquela instabilidade permanente debaixo dos pés e antever a vida de dias seguidos a bordo sem pôr pé em terra com trabalho árduo pela frente tanto nas manobras de marinhança como nas obrigações académicas, começámos realmente a entrar no espírito da coisa.
O dia começava com um apito agudo pelas 7.00 da manhã que anunciava a alvorada e dava indicações da farda a vestir e das actividades do dia, normalmente abundantes e intensas.
O pessoal fora previamente dividido em 4 grupos associados aos 4 mastros do navio (Traquete, Contra Traquete, Grande e Mezena) de 9-10 instruendos, um cadete da escola naval e dois tutores universitários, faziam os seus quartos (turnos de 4 horas) enquadrados pela guarnição do navio nas manobras de marinhança, que abrangiam leme e navegação, vigias, apoio aos equipamentos, refeitório e cozinha. Fainas gerais de limpeza diárias às 7.30 da manhã (o turno anterior com 3 horas de sono), fainas de mastros (cada grupo no seu mastro a puxar vela) intercalados por workshops e preparação dos trabalhos académicos tinham a participação simultânea de todos. Noites de sono dormidas em episódios para cumprir com os quartos. E tudo isto com necessidade de fomentar um espírito de equipa, fundamental para o bom curso da viagem, entre as comunidades universitária e militar, com todas as diferenças que daí advêm e facilmente se depreendem. Alunos universitários em geral irrequietos e pouco “hierárquicos”. Professores que ali também tem de sentar-se do lado do aprendiz (na arte da marinhança), do titubeante, do inseguro. Militares habituados à hierarquia e à disciplina na condução das suas actividades. Tudo isto sob a alçada do cansaço que naturalmente sobrevém com o passar dos dias. Não é fácil, convenhamos, que os pontos de tensão possíveis eram concerteza muitos. E, no entanto, a assumpção e interiorização do papel de cada um encaixou-se com uma espantosa naturalidade. Surpreendente o modo como tudo se passou, sem delongas nem discussões e com uma boa disposição notável, proporcionando a todos a rara oportunidade de usufruir e “comunicar” com esse fantástico outro continente que são os Oceanos, entrando no seu balanço permanente, sentindo a sua infinitude melancólica e a noção da pequenez do nosso pequeno espaço (navio). Uma circunferência imutável espraiando-se até ao horizonte largo e aberto até se despenhar contra o céu. Tudo o que lá cai dentro definitivamente pertence ao nosso olhar, à nossa alma, ao nosso sonho. Deixamo-nos todos, naturalmente, levar nos braços dessa aventura inebriante. Com Resistência (Não sou o único e Noite)


Beijos e abraços

sábado, 14 de setembro de 2013

7 SEAS - The CREOULA Training Ship

I really want to thank my dear friend Quim Gois for the given magnificent opportunity of adventure so adequate to my (Portuguese) soul.
Coming on board of a ship like Creoula (a ship of training of Portuguese navy that was initially designed for the Bacalhau fishing labour) is the chance of going through the adventure of Time and our past history of sailing, so marked by the Portuguese courage that gave new worlds to the world. Both by the fishing of Bacalhau and the overseas discovering period of Portuguese History. On the subject, i don´t resist to cite the insuspect Australian Alan Villiers in his book “The Quest of the Scooner Argus” about the Portuguese fishing labour. I strongly recommend the book to the Portuguese that don’t know it, because they will certainly feel proud of our nature and also to those foreigner that really want to understand what the word Portuguese means. I think this is especially important in our days.
He said…
“It is not a disrespect for the memory of Cristovão Colombo, if we honour those truly pioneers to whom the European navigators are in debt, who dared, before others, to cross the Atlantic chasing their Bacalhau.

Come along with me and my brand new 90 friends (8 Tutors, 38 students, 4 officers and one commander of Naval School and the 40 people crew of the ship) in the adventure that starts today and feel something that words cannot describe. The whole package of music is Portuguese and emerged from the singing that embraced all of us in fantastic nights under the moon light and thousand stars. Because their music and their lyrics that put the perfect emotions on the adventure. Today, between Porto and Ilhavo, Traz um amigo também (bring another friend with you), of our great freedom singer Zeca Afonso here played by Resistência, and Sete Mares (Seven Seas) of Sétima Legião.

7 Seas - The CREOULA training ship from nunocruz on Vimeo.

Preâmbulo
A aventura que aqui se irá contar começou, numa bela manhã, viajando de carro para Lisboa em serviço da Ordem dos Engenheiros com um colega de profissão e um velho amigo de pândega, o Quim Gois. Entre os km de conversa que se seguiram, o dito cujo amigo acena-me com a aventura do Creoula e da Universidade do Mar. Ainda a conversa ia no preâmbulo e já, sem qualquer hesitação, todo o entusiasmo me brotava pelos olhos, pelo sorriso, pela alma, amarrando-me desde logo ao projecto. Agradeço à providência e ao Quim Gois a magnifica aventura que me perdurará para sempre na alma e que ninguém nunca me poderá roubar.

Embarcar num navio como o NTM (Navio de Treino de Mar) Creoula é embarcar na aventura do tempo e da nossa lusa história de marinhança, trazendo-nos à alma o registo corajoso e memorável das nossas gentes que com bravura deram novos mundos ao mundo, quer nas andanças da pesca do bacalhau (para a qual o Creoula foi inicialmente projectado) quer na epopeia dos descobrimentos que ainda hoje são o ponto maior da nossa identidade. Não resisto por isso a transcrever uma frase do insuspeito australiano Alan Villiers integrada no seu livro “A Campanha do Argus” escrito no decurso de uma viagem da pesca do bacalhau no navio com o mesmo nome. Recomendo vivamente a obra, quer aos portugueses que não a conheçam pelo o orgulho luso que certamente sentirão, quer aos estrangeiros que queiram saber de que massa é realmente feito um Português. E quão necessário e importante é isso nos dias de hoje.
Disse ele (Alan Villiers)…
“Não se comete nenhum desrespeito pela façanha e memória de Cristovão Colombo, se honrarmos esses pioneiros mais verdadeiros, ou se recordarmos a divida que os navegadores europeus tiveram para com os corajosos marinheiros portugueses, os primeiros a atrever-se a atravessar o Atlântico, embarcando em pequenos navios à procura do seu tão estimado bacalhau."  

Embarquem com a minha alma inquieta nesta aventura do Creoula e sintam um pouco daquilo que as palavras não conseguem nunca descrever. A musica desta história (toda ela do nosso cancioneiro) emergiu das noites de guitarradas a bordo que, ao longo de 12 dias num trajecto Porto – Ilhavo – Berlengas – Cadiz - Lisboa,. enredaram numa viagem memorável todos os mais ou menos 90 “macacos” (8 tutores, 38 alunos, 4 cadetes e um comandante da escola Naval misturados com a guarnição de cerca de 40 homens destacados).  Pelas emoções que a musica sempre transporta, pelas palavras que contam na perfeição a história vivida e pela afirmação de liberdade que toda esta viagem constituiu. Neste primeiro capítulo (entre Porto e Ilhavo) com Traz um Amigo Também (original do grande Zeca Afonso, aqui cantado pelos Resistência) e Sete Mares dos Sétima Legião.