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domingo, 10 de julho de 2011

Sacramento - A Portuguese Drop

Before returning to our country, facing again the though life waiting for us, we decided to follow the track of our ancesters, landing smoothly in Portugal through the old Colony of Sacramento.

For those who don´t know (i didn´t know too, until i red the lonely planet in the plane to Buenos Aires). the Colony of Sacramento was born through the decision of the Governor of Rio de Janeiro, Manuel Lobos, to send people and soldiers in order to jeapardize the business of spanish crown. Contraband and Piracy. After that the colony kept changing hands from crown to crown due to threaties and wars, until finally end as a district of Uruguay.

I stepped on land, after crossing Rio de la Plata (Sacramento is in front of Buenos Aires), and i felt imediatly the smell of a portuguese soul. I imagined the big parties celebrating great commitments, or the moments marked by tragedy, that certainly happened around. And i imagined the women and the love stories that painted a coloured life in the place. So picked up a bit of the heartl of my friend Nica and took Rodrigo Leão & Ana Carolina (A Corda, A Rosa, Vida Tão Estranha), to recreate a portuguese soul. They are great doing that.

See ya in the next trip

Antes de regressar a Portugal, para enfrentar de novo a dura realidade do dia-a-dia, resolvemos seguir os passos dos nossos antepassados e entrar devagarinho em Portugal, pela porta da Colónia de Sacramento.

Para quem não sabe (eu também não sabia até ler no Lonely Planet na viagem para Buenos Aires), a colonia de Sacramento resultou de um envio de população e militares pelo então governador do Rio de Janeiro (sec. XVII), Manuel Lobos, para "atrapalhar" o negocio da coroa espanhola naquela zona. Contrabando com alguma pirataria à mistura. Daí para a frente seria alvo de conquistas e reconquistas, mudando frequentemente de mãos mas voltando sempre às nossas. Até ser incorporada definitivamente na República do Uruguay.

Depois de atravessar o rio de la Plata (Sacramento é mesmo defronte de Buenos Aires) pus o pé em terra sentindo no ar o nosso aroma lusitano. Imaginei aqueles distantes bravos colonos, espalhados por ali, ora em grandes festanças, ora em missões corajosas que terminavam em tragédia. Imaginei as mulheres e as histórias de amor dramáticas que pintaram a vida por ali. Veio-me à memoria a minha Nica e o seu prazer pelo Rodrigo Leão e a Ana Carolina (A Corda, A Rosa, Vida tão estranha) e as histórias de sentido lusitano que eles conseguem transmitir. Perfeito para Sacramento

Inté, até à proxima viagem

sábado, 2 de julho de 2011

Patagonia - The beauty of giving

Copahue-Neuquen-Puerto Madryn-Trelew

Like the Agro river, we just moved downstream from the foothills of Copahue towards the Atlantic ocean in Puerto Madryn, in a 1000km journey, with Ruben Patagonia (Cutral-Co and Avutarda). At the end the whole patagonian tour took 10 days and 3500km, on and off-road, with a continuous movement of landscapes and people that fill up our souls thirsty of adventure.

It was time to think about this glorious travelling through pure nature strongly marked by strong chains of love and friendship (me, Silvia, Cristina, João and Sergio). It was time to taste all the journey while crossing our way back to Trelew, and understanding how stupid the human being has been by the careless way we take care of our nature. A time to learn (again) how much more important is the way you walk than any final destination you may have settled.

Someone said that your life is as happier as your capacity to give. I´m happy just for knowing how much i believe in that.
Tal como o rio Agro, começamos a descer com a corrente, desde as fraldas do Copahue até ao oceano Atlantico, em Puerto Madryn (perto da Penincula de Valdez e de trelew, onde toda esta aventura começara), fechando com um trajecto de 1000km o "nosso" anel Patagónico. Tempo para fixar definitivamente nas nossas almas as imagens e sensações desta fantástica viagem através da natureza feita na base do profundo sentimento entre pares (eu, Silvia, João, Cristina e Sergio), apimentado pela companhia de Ruben Patagonia (Cutral-Co and Avutarda). Tempo para perceber o quão estupida tem sido a raça humana pela forma desleixada com trata a natureza. Tempo para perceber melhor ainda, a superior importância do trajecto em detrimento do destino a que se chega. Inesquecivel.

Alguém disse um dia que a tua vida será tão mais feliz quanto a tua capacidade de dar. Eu cá por mim sinto-me feliz pelo muito que acredito nisso.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Patagonia - Sleeping in the nature´s bed

Caviahue-Copahue

Copahue (Sulphur's land in mapuche language) is an active volcano that reaches almost 3000m high, which includes several craters. In one of them, taking advantage of the local thermal conditions, a spa was installed in the beginning of last century, sourounded by small hotels and cabañas. In its foothills is located Caviahue (party land) in the margins of a glacial lake that supports the thermal (summer) and ski (winter) seasons. At the end, we chose to sleep in the sulphur land, due to the geological emotion of sleeping in a volcano crater. Something to tell your grand children, later on.

Our stay in Copahue was "around" the volcano and one follow of the Agro river downstream until its first "jump" (waterfall), in an unforgetable time lapse that gave a special colour to this trip. It is funny to realize that everyday was a different day, since we had left trelew. Starting from the older and bigger cities to the otherwy around, until we deeply fell within the nature, here in Caviahue-Copahue. In a time to remember and reflect on our lives, this trip brought up my daddy to my mind, because the way he died gave a special colour to its attitude in life.

Walk this path with me, while singing Katayama (Adiemus)
Copahue (terra de enxofre) é um vulcão activo localizado a quase 3000m de altitude que conta com várias crateras. Numa delas, aproveitando o termalismo próprio do local encontra-se instalado um complexo termal, construido no inicio do séc. passado, rodeado de todo o sistema de alojamentos próprios de um local como este. Na sua base encontra-se instalada Caviahue (terra de festas) que serve de apoio à instância termal e de ski que ali se pratica de inverno. Naturalmente, que dormimos em copahue, quanto mais não fosse pela geológica emoção de dormir numa cratera de vulcão.

A nossa estada rodeou o vulcão e sobretudo uma "descida" do rio Agro, desde a fralda do vulcão até ao primeiro "salto" (queda de água), num percurso inesquecivel de cerca de 10 km, que deu uma cor fundamental à viagem. É engraçado notar que desde que sairamos de trelew, cada dia foi um dia diferente, sempre com mudança de cenário e de motivo. Grosso modo, fomos progredindo de cidades mais antigas e populosaspara o inverso, mergulhando cada vez mais na natureza até sermos um só. Em tempo de lembranças, aquilo lembrou-me a vida do meu velhote, cuja forma como terminou determinou o brilho da sua forma de estar.

Acompanhem-me nesta orgia de cor da natureza, cantando Katyama (Adiemus)

sábado, 18 de junho de 2011

Patagonia - Smashing Serenity

And then, you wake up in the morning and you realize you are in a different planet. Again we hit the road towards Caviahue, a little town located in the foothills of Copahue Volcano (another one), smashed by serenity of the landscape and its silences, only disturbed by the wind and our own voices and noises. The footsteps of this journey in the land of Mapuche indians perfectly mixed within lanscape (for me, indians are the people that better balanced the human life with nature) can be felt by the music of Jesse Cook (Azul), while the sweet whisper of the wind in my ear is blown by the fantastic Ruben Patagónia and his Cancion del Viento. Probably i should stop here, since music and images of the Diaporama say everything that should be said.

However, i´d like to share what took in love my soul in that exclusive scenary. I remembered, once again, of my life in Vizela and Foz-do-Douro, with its permanent harmony and the human chain in a perfect flow, crossing lifes and antecipating so many ways to overcome. And also remembered all the ideals impregnated of freedom i dare to dream about in my times of Coimbra (university), when the internetic model of society was only in the early beginning. After that a huge Tsunami came over. Computers took the lead of our own lifes, promising a sustainable life that would never arrive. The philosophic jump didn´t happen, and the damn machines became our first competitor transforming us in a multi-function box thrown out to a never ending vertigo of rush and greed, cutting out of the scene the space for courtesy, love and care. It could only end in what it did. A fragile world waiting to fall apart.

And there i was, in the middle of the Patagonia , being naif enough to believe again in a society based in sharing, loving and loyalty as a way of making the Earth a good place to live.

And so, i took the chance and cleaned out of my soul the lefties of the disappointment i felt after the presentation of my PhD (this trip is a single gift offered by me to myself, to comemorate that commitment) learning in definitive how to avoid bitterness in your soul. That would only be good to dark grey my horizon.

Enjoy the moment
Acordamos de menhã com a sensação de estar noutro mundo. Pusemos novamente e uma vez mais os pés ao caminho, com o intuito de chegar a Caviahue, na base do vulcão (mais um) Copahue, esmagados por aquele desfilar de paisagem e de silêncios apenas cortados pelo vento e pelas nossas próprias vozes.
O ritmo deste trajecto, por entre terra de indios mapuches que tão bem se misturam naquela paisagem (para mim os indios são o povo que melhor equilibrio criou com a natureza), pode ser sentido através Jesse Cook (Azul) enquanto o doce assobio do vento que senti nos meus ouvidos pode ser escutado através dofabuloso Ruben Patagónia e a sua Cancion del Viento. Provavelmente deveria ficar por aqui porque as imagens e a música do diaporama dizem tudo quanto há para dizer.

Mas gostaria de partilhar o que a minha alma pensou naquele cenário exclusivo. Lembrei-me mais uma vez da vida de Vizela e da Foz-do-Douro com a sua harmonia permanente, o encaixe humano das pessoas e a fluidez com que as vidas se cruzavam e descruzavam antecipando futuros para desbravar. Lembrei-me também da minha Coimbra e dos ideiais que sonhei de uma vida livre e desempenada, nesse tempo em que o modelo informático de sociedade não passava de um embrião.

Mas depois tudo se precipitou. A informática tomou posse, com promessas inequivocas de um desenvolvimento encantador, fazendo-nos acreditar profundamente no salto tecnológico que nos preparavamos para dar. O problema foi que o salto filosófico não ocorreu, e a maldita maquinaria que nos devia dar uma vida mais sustentada, mais equilibrada, virou o nosso competidor mais sério. Não passamos hoje de caixa multi-funções atirada para uma vertigem interminável de pressa e avidez que eliminou o espaço para a delicadeza, a cortesia, as boas relações, a lealdade e o amor, até que a mais hedionda das atitudes passou a ser viável (é só uma questão de argumentação). Por isso, só poderia dar no que deu. Um mundo preso por arames, à espera de ruir.

Ali, no meio da patagónia, esmagado pela sua paisagem, senti de novo essa inocência e ingenuidade de acreditar no altruismo, na lealdade e no lado mais doce das pessoas como forma de fazer da terra um sitio bom para viver. Aproveitei a ocasião e libertei-me dos restos de desencanto que se sucedeu à defesa da minha tese de doutoramento (de que esta viagem é uma prenda, de mim para mim), aprendendo definitivamente a impedir que a amargura e o azedume possam algum dia controlar a minha existência. E isso, concerteza, serviria apenas para me tornar o horizonte cinzento.

Curtam o passeio