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sábado, 14 de março de 2009

A PhD on the Road - Sri Lanka

Colombo

"Tuk, Tuk. Ah! Ah! Ah!" she laughed showing surprise when looking our "shocking cars" (Typical amusement of Portuguese popular fairs). 

We enjoyed very much walking around Porto. Me, because i was delighted to show her my back yard and even more, because i was learning, through her eyes,  to see it from a different perspective i was used to. Her because eventhough it was a different country she could find so many similarities between both portugal and Sri Lanka. 

She confessed so many times that she felt as confortable as at home, here, and that make her relaxed through the though period she as to live here. "Porto as so many things that make me remember my Colombo, Nuno. The coast line, the way the sun goes down, your horizons and happiness of your people. And now i discover that you also have the Tuk, Tuks. I feel at home, and i thank you for that". I felt good to hear that, altough i couldn´t completely understand what she meant.

I learnt so many things that spring/summer time with her, altough only some years later i got the full meaning of that. At the time, i was a 16 year old boy with a lot of dreams in my mind and hoping that i would be rich, famous and powerfull when i got the age for that. The meaning of having... of  being the "number one" in a permanent competition with all "the enemies" that would come. But with her, there was no point for that. I had no purpose to reach some goal. Just live together with her day by day with a crescent secret desire for the time to go slow. I didn´t want that to come to an end. And so it was until the last minute. Not worrying, being happy.

I confess that those moments help me to survive in this fuckin' world we live where individualism domains our actions generating, hate, selfishness and bossy modes, loosing all the advantages and plesures of a team combined work. That means that we only give in the direct sense of what we get, which means that we don't really give anything. We just trade, and thus the treasure we all have in our hearts is never given. This is our lost, and maybe the answer for the crisis (either economical or global) we are living in .

(The music? Dont worry, be happy...by Bobby McFerrin -  Blue Note version)

Tuk, Tuk, Ah! Ah!, Tuk Tuk, disse ela entre garagalhadas com um ar surpreendido em frente da barraca dos "carrinhos de choque da feira popular

Passamos um tempo fantástico juntos calcorreando o Porto. Eu sentia-me feliz por poder mostrar a minha Foz do Douro onde vivia nessa altura e surprendi-me com as diferentes perspectivas com que a passei a ver, através dos olhos dela. Ela, por seu turno, ia-me dizendo que se sentia em casa e quão importante isso era para ela nessa altura particularmente delicada da sua vida. 
  
" O Porto tem tantas coisas que me fazem lembrar a minha Colombo, Nuno. A marginal, o modo como o sol se põe, o horizonte e o sorriso da tua gente. E agora descubro que também tuk tuks. Sinto-me em casa, Nuno, e agradeço-te muito por isso". Eu naturalmente sentia-me orgulhoso, embora só muito mais tarde tenha entendido o verdadeiro sentido das suas palavras.   

Aprendi muita coisa com ela nessa primavera/verão, embora só muito mais tarde tenha compreendido o quanto. Ao tempo, eu tinha apenas 16 anos e sonhava com as coisas que ia ter, o dinheiro que ia ganhar, o poder que iria conquistar e as vitórias sobre todos os inimigos que me surgissem no caminho. Com ela, contudo, queria apenas viver o dia-a-dia, o mais devagar e saborosamente possível, com o crescente desejo que aquilo não chegasse ao fim. Não queria conquistar nada. Só que não chegasse ao fim. E assim foi até ao último minuto. Feliz e sem preocupações. 

Confesso que esses momentos tem uma importância enorme para a minha forma de viver nesta porra deste mundo em que o individualismo prevalece instigando ódio, egoismo e prepotência perdendo-se tudo quanto havia para ganhar (nem imaginamos quanto) num esforço combinado de equipa. Em suma, todos querem receber dando apenas em função disso, o que significa que ninguém dá coisa nenhuma. Só negoceia. E assim se perde  o tesouro de todas as boas coisas que todos genuinamente temos na nossa essência. Essa é a nossa grande PERDA, e talvez a resposta para a crise (económica ou de valores) em que estamos mergulhados

(A musica? Don't Worry, Be happy... Bobby McFerrin - versão Blue Note)

P.S. O Declinio do Império Romano é uma boa obra para se reflectir sobre o nosso tempo . 

4 comentários:

myself disse...

Just what I, we, want: to be happy! Beijo

Nuno Cruz disse...

Exactly my gorgeous friend. It should be so easy, shouldn´t it?

Cárin disse...

É com uma alma lavada que deixo aqui umas palavrinhas de satisfação por ver e ouvir este último filme "Don´t worry, Be happy". Está um filme muito harmonioso. Cada filme e texto que apresenta desperta um sentimento diferente e muito agradável. Obrigada pela sua dedicação e por nos fazer sonhar.
Bjs

Nuno Cruz disse...

Olá linda

As tuas palavras tocam bem fundo, dando-me um poderoso incentivo para continuar com esta maluqueira. Obrigado pela força que me dás nas horas dificeis, pela tua permanente utilidade e pelo companheirismo e espirito de equipa que tens comigo.

Havemos de ir longe piquinita