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sábado, 19 de setembro de 2009

A PhD on the Road (México)

Xalapa, (Vera Cruz), México

I like the unexpected no matter wether it goes right or wrong. It just make you move forward, widen your horizons by giving new glances of emotions that are fundamental to put a smile in your face. And so, i was happy when i was asked tdrop by Xalapa, Vera Cruz, a southern state of México, and an opportunity to slide into the American native civilization world (Astecas in the present case). I´m a rookie in the subject but i alwyas wanted to fool around with these cultures, since the early days of the Stolen Idol and Temple of Sun, adventures of my main "guru": TINTIN. And all of a sudden this trip became really warm, because i had a chance of louging new friendships.

I really want to thank my new friends Carlos & Rosa, João & Sol, Daniel Pinto & and his black Milu, Mari Gandara, Simão Gomes and António Nobre, as well as Arturo. Such a nice people. They gave me a warm , confortable and very nice stay. I´ve seen a nice world through their stories of adventures love, hope and self-confidence, while i was crossing the region within impossible landscapes or going around Xalapa, and especially in such good laughing nigths we had together.

So, i leave here for you as gift, a very dear friend of my ear (Manu Chao) which (i think) can give de colour of Xalapa. For your joy. 'Hope you like it.

Kisses and Hugs

We´ll keep on seeing each other


The Beauty of the Unexpected from nunocruz on Vimeo.

Sempre apreciei o inesperado, independentemente do seu resultado, principalmente pelo o impulso que ele sempre dá na vida das pessoas, nas suas emoções, atitudes e outras coisas importantes para nos pôr um sorriso na boca.

E assim, dei comigo feliz pela oportunidade de fazer um desvio no meu trajecto, passando por Xalapa, Vera Cruz, um estado do sul do México, e com isso a oportunidade de deslizar para os territórios de Civilizações Nativas Americanas (Aztecas, no caso presente), que sempre me fascinaram. Sou caloiro na matéria, mas sempre quis entrar neste mundo desde os meus tempos de infância com a Orelha Quebrada (ou Idolo Roubado) e o Templo do Sol, aventuras do meu Guru mais querido: o TINTIN.

E de um momento para o outro esta viagem tornou-se bem "quentinha", porque tive a oportunidade de apontar a novas amizades.

Gostava muito de agradecer a esses novos amigos Carlos & Rosa Martins, João & Sol e a sua magnifica história de amor, ao Daniel Pinto & o seu Milu negro, Mari Gandara, Simão Gomes e António Nobre e ainda o Arturo, pelo calor com que me receberam e o mundo novo que me abriram com as suas histórias de aventuras, de amores, esperanças e confianças, enquanto cruzava a região em paisagens impossíveis, ou dava voltas em Xalapa, ou ainda muito especialmente nas noites "gargalhentas" que tivemos juntos.

Por isso, deixo aqui uma prendita, um velho amigo do meu ouvido (Manu Chao) que eu penso que transmite a cor dos ambientes e das pessoas em Xalapa. Para vosso gozo. Espero que gostem


Beijos e abraços. A gente vê-se por aí.

Entretanto, uma amiga mandou-me esse poema fantástico do Vinicius de Morais, que acho que tem tudo a ver com esta etapa da viagem. Trancrevo-o abaixo, para quem não o conhecer e para nos lembrarmos do quanto precisamos disto para uma vida boa.

Procura-se um amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração

Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir o que as palavras não dizem

Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaros, das estrelas, do sol, da lua, do canto do vento e das canções da brisa

Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor

Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo

Deve guardar segredo sem se sacrificar

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão

Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados

Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar

Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa

Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo

Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários

Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo

Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e de recordações de infância

Preciso de um amigo para não enlouquecer, para contar o que vi de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade

Deve gostar de ruas desertas, de poças d'água e dos caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim

Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já tenho um amigo

Preciso de um amigo para parar de chorar

Para não viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas

Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que me chame de amigo,

para que eu tenha a consciência de que ainda vivo

2 comentários:

Anónimo disse...

Ola,

Passei para dizer que tenho visitado o Blog de vez em quando mas dá para ver que não tem estado parado nos últimos tempos.

Este Blog é uma janela para o mundo lol.

Um abraço de Moçambique

Até Breve

Esmeralda

Nuno Cruz disse...

Esmeraldinha, minha linda

Como anda a vida?. Obrigado pela tua companhia nesta aventura, de que gosto particularmente