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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

a WHEREVER LOVE - Freeing the Soul

Gorongosa, Mozambique

I always loved the wild and the nature with no signs of civilization. It makes me feel free and safe. There isn't anyone with instructions to give, paths to point out, tasks to be executed, taxes to pay back and nothing in return to wait for. I think quite often why we were born free, but as soon as we get our head outside, chains start to be installed in a row.

With that state of mind, i went to Gorongosa, to free myself from all the fears that want to take over in my life, that Gorongosa offer to me by the memories of others and conquered by myself in previous stays. Just chasing for a life filled of a tasteful today, absolutely naked of any sense of tomorrow. With Love & Friends. With Latché Swing (Sweet Georgia Brown), José Konda (Golgotha) and Athuzela Brown (you are my Mansion).  

Merry Christmas and a life free of chains, to you all

a WHEREVER LOVE - Freeing the Soul from nunocruz on Vimeo.

Sempre adorei o estado selvagem, a natureza pura e dura. Faz-me sentir livre e seguro. Não está ninguém por detrás da porta com instruções para dar, caminhos para apontar, tarefas para executar, impostos para largar, taxas para deixar e nada em troca para receber. Penso montes de vezes porque é que nascemos sem amarras, mas mal saimos cá para fora, as grilhetas sucedem-se sucessivamente sem cessar. 

Nesse estado de alma, fui libertar-me de todos os "tremores" que me assolam a vida para essa imensa Gorongosa de memórias, primeiro deixadas por outros nas partes livres do meu cérebro, depois crescidas em mim em passagens anteriores, Em busca de segundos de vida plena no agora, e absolutamente despidas de qualquer senso de amanhã, com Amor & Amigos, com Latché Swing (Sweet Georgia Brown), José Konda (Golgotha) e Athuzela Brown (you are my Mansion). 

Bom Natal e uma vida livre de grilhetas para todos 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

a WHEREVER LOVE - Carpe Diem

Quelimane, Mozambique

And bike just keep going furiously on. Only now i know how to keep in equilibrium. I look back, to the beginning of this adventure, and i really don't know where it started. Back to the times before Troika, when a crescent mass of people that live on the effort of a decrescent mass of productive people. It sunk my beloved competency and life got tough. And as so, we just have to abandon those routines that insidiously addict you and we jumped to an uncertain tomorrow (will not be always uncertain, the tomorrow?), deeply changing our horzons, our lives, our smiles.

It was not to here that i taught i would come, not at all. But it was to here that life brought me, and it is here where i am. I´m more and more convinced that we don't avoid, refuse or escape life. It is simply to be tastefully lived, moment by moment, with all the things "she" brings along. Come with me to Quelimane and its Praia Zalala (Mozambique), and spend a short break among friends, and with Start Again by Monk Turner & Fascinoma (http://www.monkturner.com).

Kisses and hugs

a WHEREVER LOVE - Carpe Diem from nunocruz on Vimeo.

E não é que a biciclete continua a rolar à mesma velocidade estonteante. Só que agora eu não me desequilibro, sei como manter o control. Olho para trás, para o inicio desta aventura, e já nem sei bem onde ela começa exatamente. Lá para trás, para trás dos tempos da troika, quando uma horda crescente de gente que vive sem fazer nada, em cima duma massa decrescente de gente que produz. Afogou-se-me a amada competência e a vida endureceu. E assim, saímos do conforto com que as rotinas insidiosamente nos viciam, e mandamo-nos para a incógnita de um amanhã incerto (mas não será o amanhã sempre incerto?), rejuvenescendo e revolucionando os nossos horizontes (individuais e de grupo), a nossa vida, o nosso sorriso. 

Não foi para aqui que me pareceu que a vida vinha, não de todo, mas foi para aqui que ela me trouxe, e é aqui que me encontro. Cada vez tenho mais essa certeza que a vida não se evita, não se torneia, não se finta. Vive-se, saboreando-a com aquilo com que ela se nos apresenta. Um momento desses , em Quelimane e na praia Zalala (Moçambique), vivido num intervalo de trabalho no meio de toda esta correria. Sabe bem ouvir neste ambiente, as palavras cantadas de Start Again de Monk Turner & Fascinoma (http://www.monkturner.com).

Beijos e abraços

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

a WHEREVER LOVE - Happy drops within dark clouds

Savane, Mozambique

The bike hasn’t stop rolling after all. Not at all. The glance of water world (last movie) was not more than a quick glance given by a drop that smashed into my crazy uncontrolled path. A happy drop within the dark cloud I am in. 
But the thoughness of the way is still there, has it was before. Only now, I have a glance of how to get the necessary balance, which has been always there, although I could not see it. Truly, I start to understand that within this dark horizons there are millions of loose drops filled with colour, happiness and balance that you only have to catch. And every time I bump into one, it splashs around colouring all the picture where I am standing.

With surprise I understand that balance is not in the bike but in myself. The bike doesn´t fall by itself. It is me in my inability that create the instability. In fact, it is enough to deviate the look from the ground, from the wheel, from the bike, towards the horizon to have a good look of those millions of drops and everything get balanced. This time I bump into the life of Mozambican fishermen dancing for me in their labour with the music Everything Already de Monk Turner & Fascinoma (http://www.monkturner.com).

Kisses & hugs


a WHEREVER LOVE - Happy drops within dark clouds from nunocruz on Vimeo.

A bicicleta afinal não parou de rolar, à mesma incrível velocidade. A vida subaquática (do ultimo filme) não passou de um vislumbre que me chegou de uma gota que esbarrou na minha trajetória louca de movimento descontrolado. Uma gota de felicidade perdida no meio do horizonte confuso em que me encontro.
A dificuldade do caminho está lá toda intacta, nada mudou, apenas conquistei uma forma de equilíbrio que esteve lá todo tempo, mas que eu não tinha conseguido enxergar. Na verdade, começo a aperceber-me que no meio do horizonte mais negro existem gotas coloridas carregadas de coisas boas em movimentos aleatórios. Estão lá, só temos que as agarrar. E de cada vez que cada uma esbarra comigo transmite toda a sua côr, alegria, felicidade e equilibrio ao quadro em que me encontro. Com surpresa acabo por perceber que o equilíbrio em cima da bicicleta naquela correria louca é possível e não está na bicicleta, mas em mim próprio. A bicicleta não cai sozinha, sou eu que torno o equilíbrio precário com a minha azelhice. Mas basta desviar o olhar da bicicleta, do guiador, do terreno que desliza sob “nós”, para o horizonte onde planam milhares dessas gotas, e tudo se equilibra. Como num navio em mar revolto, tudo abana, mas o horizonte não. Está lá, estável servindo de ponto de equilíbrio. Instintivamente, tiro os olhos do chão em que rolo e apanho no ar outra gota que me pinta o cenário novamente da cor que me faz falta. Desta vez, mergulho na vida dos pescadores de moçambique que na sua labuta dançam para mim ao sabor do mar e da musica Everything Already de Monk Turner & Fascinoma (http://www.monkturner.com). 

beijos & abraços

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

a WHEREVER LOVE - a Heaven on Earth

Reefs of Vilankulos (Mozambique)

The Bicycle starts speeding and speeding. The rythm goes up, the feet loose the pedals and you go towrds your limit equilibrium. First the physical, then the spiritual, then the emotional. Byke keeps speeding up and my control is merely two hands firmly on the wheel. The legs strechting the body back. God Help me cause i´m going to squash my self into de ground.

Amazingly, i keep up in equilibrium, thanks to the instict. But then it speeds up again and i loose in definitve the control and... GOD HEEEEEEEEEEEEEEEEEEELP ME...sink myself below the waterline of Indic Ocean.

SPLAAAASH

All of a sudden, all that turbulence stops by a touch of magic, and here i am smoothly sliding in a world of other colour and other "artists", a world i thaught it was forbidden for me due to my organic limitations, But that is true for diving, not for snorkling. God really heard me. and gave my a gift for being there. Stop the fall and abandoned me in the gardens of Even. A messenger comes sliding through and leaves me with a camera, filling my soul. Without stopping is movement he whispers to my hears
" Don´t think in anything else Take the best of it."

An that's what i did. It gave me breath, fill me up with energy, that snorkling around in the reefs of Bazaruto, Magarruque and Benguerra (Mozambique) sliding with the sound of Overlooking Eternity by ANIMA (animassound.bandcamp.com/track/overlooking-eternity).

My soul has now a bit more of that sea of my adventures in Tailwind and Creoula, this time the world below the water line. Instintively i foresee a counter-weight for all the toughness of that adventure i´m involved with.



a WHEREVER LOVE - an Even on Earth from nunocruz on Vimeo.

A bicicleta começa a ganhar vida, rolando cada vez mais depressa. O ritmo acelera e os pés perdem os pedais, encosta-se nos limites, primeiro do fisico e depois, por arrasto, do espiritual e do emocional, E a bikla continua a acelerar, deixando o meu controlo reduzido a um par de mãos firmemente agarrado no guiador, com as pernas a esticar o corpo para trás, esvoaçando ao vento. Deus me ajude que eu vou-me espalhar.
Incrivelmente embora desgovernado, com o instinto vou conseguindo o equilibrio, mas o movimento acelera ainda outra vez e como numa montanha russa que acelera repentinamente perco definitivamente o equilibrio e... AI DEUS ME AJUUUUUUUUUUUUUDE!... espalho-me com estrondo na linha de água do Oceano Indico

SPLASH

De repente, todo aquele frenesim pára, como que por encanto, e eis-me placidamente deslizando por um mundo de outra cor e de outros "artistas". Um mundo que me julguei vedado, pelas minhas limitações orgânicas. Não posso mergulhar... mas snorkling posso. Deus Ajudou-me, parou aquilo, e deu-me uma prenda por ter chegado ali. E deu-me um descanso profundo, ainda que soubesse que aquele era simplesmente um pit-stop. Um mensageiro chega e deixa-me uma máquina fotográfica estanque na mão, como que dizendo...
 "Aproveita o máximo deste presente onde deslizas". 

Foi o que fiz. E deu-me folêgo, encheu-me de energia, esse descanso sub-aquático, snorkling around ao largo de Vilankulos nos recifes das ilhas de Bazaruto, Magarruque e Benguerra (Moçambique) deslizando ao som de Overlooking Eternity dos Anima (animassound.bandcamp.com/track/overlooking-eternity). Ganho para a minha essência um pouco mais daquele mar das minhas aventuras no Tailwind e no Creoula que são hoje profundamente alma minha. Desta vez, abaixo da linha de água.

Instintivamente antevejo um contraponto a toda a turbulencia e dureza da aventura em que estou metido.

sábado, 28 de novembro de 2015

a WHEREVER LOVE - Pain is everywhere

Vilankulos and its islands, Mozambique

When this wave of emigration felt over Portugal, as a consequence of the explosive econimic crisis that came after a period of insane way of life i followed that movement through so many colleagues and friends that needed or wanted to go after a better life, reaching friends of my closest cluster and finally to my own family. Within this period i saw joy and i saw sadness, enthusiasm and desperation, strong emotions and tears of hope. In all of them i saw an adventure of life, as any other adventure, you don't know how it is gonna end. But we don't avoid them. 

Suddenly i saw myself in the situation, having to strecht my intrinsic love to another dimension, the one of 10.000km in between. Will relationship survive and get stronger, or it simply sink down.? Anguish, anxiety, "Saudade" in an explosive thrown to their physical, emotional, rational limits.

Should i withdraw, give up, turn back? Both of us knew from the beginning that this kind of adevnture is not to refuse, otherwise you loose a path of your life and that would be a disgrace.        

Today and in the following weeks i invite you to share steps of this Wherever Love adventure in the land where it occured, that magnificent Mozambique. In this movie sliding within Vilankulos and its barrier islands, Magarruque, Bazaruto, Sta Carolina and Benguerra,  with the sound of Wooden Ambulance, with Pain is everywhere and Good old Bad Times (http://www.facebook.com/wooden.ambulance).   

Quando a vaga de emigração resultante do estouro económico advindo de anos de regabofe (em que tudo ia ficar mais ou menos rico) caiu sobre o nosso Portugal, acompanhei esse movimento através de inúmeros colegas de trabalho  e amigos que tiveram ou quiseram sair à procura de uma vida melhor. Aos poucos foi-se estendendo a amigos do "núcleo duro" até que naturalmente me chegou a mim. Vi alegrias, vi entusiasmos, vi tristezas e dilacerações, vi emoções fortes e lágrimas de esperança. Em tudo e em todos vi uma aventura de vida que como todas as aventuras, para serem verdadeiramente aventuras, não se sabe como acabam. Mas não se recusam. Foi precisamente isso que me aconteceu. De repente, vi-me a braços com essa aventura de ter de esticar o amor a uma outra dimensão, a de 10.000 km de distancia, que passaram a vigorar no seio da minha família. 

Ficará mais forte o amor e a união depois desta experiência ou pelo contrário cairá tudo em pedaços? 
Angustia, ansiedade, saudade numa mistura explosiva atirada para os limites do físico, do emocional, do racional. 

Recuar? Ambos sabemos, desde o inicio, que essa é uma aventura que não se recusa, senão perde-se um trajeto de vida e isso sim seria uma desgraça. 

Hoje e nas próximas semanas convido-vos a saborear comigo esse país lindo que é moçambique enquanto partilho os passos dessa aventura de um Wherever Love. Hoje, ao largo de Vilankulos, passeando pelas suas ilhas barreira de Magarruque, Bazaruto Sta. Carolina e Benguerra ao som de Pain is everywhere and Good old Bad Times dos Wooden Ambulance
 (http://www.facebook.com/wooden.ambulance).

sábado, 14 de junho de 2014

KISSING AFRICA - Naking the Soul

Beira  - Caia - Sena - Sinjal - Doa - Moatize - Tete - Zalewa - Blantyre

There we go again. This time for one of those long runs, that i´m used to. It will take me from Beira to Tete, and then to Nacala´s corridor in Malawi.

I jump into the off-road vehicle, with the other Cruz (Jorge) in the wheel. Once more brotherized by the same spirit of liberty that this movements always bring. Towards the end of the world. Sleeping in the car, in low class hostal, in the invented Train-Hotel, eating wherever and whenever it is possible, sliding through the landscape that railway have opened. In a glink of an eye we are in Caia, then Sena, crossing the Zambeze in that overwhelming 4km long railway bridge of Dona Ana. And so, we enter a new world, the world of places like Sinjal, Doa, Mecito, Necungas, Kamboulatsitse, until we get Moatize - Tete.

The net is lost in the middle of the course, the cells don´t work leaving us more and more on our own. Slowly we leave behind the rotten things that hide behind any news that come from our Portugal or our Europe. The connections, the society dances around favours, the invey, the states of war we live in. Slowly we melt within our souls, relaxing the muscles and the mind. And tastefully, everything becomes fluid, natural, in balance, and we just undress our souls and feel the liberty going thorugh our bodies. Jorge throws the rythm of John Butler (Oceans) i send back Paco de Lucia, Al Di Meola & John Maclaughlin (Meditarrenian sundance).

I embrace my brother, he is flying back to Maputo, i´m keep going by road, to Zalewa (Malawi) to meet António Azevedo, another strong emigrant of my circles. He is in his second wave of emigration. I have worked with him in 3 different countries. Always with sucess. In parallel we buld our friendship, a good frienship i should say. I embrace again Gonçalo, Quartel, Virgilio, all of them from Portugal. I answer their problems, with success. And i close my working period, ending the night with Helga and Abilio and Tânia, friends of mine that are always on the move. To wherever they are required.

Then, 30 hours in airports and planes until get home. For the first time in my life i was alone (for 3 hours) in an international airport (Maputo). It is really a mark, for me


KISSING AFRICA - Naked Soul from nunocruz on Vimeo.

Ala que se faz tarde. Outra vez. Desta vez num long run de trabalho que me levará da Beira a Tete e depois daí até ao corredor de Nacala. 

Salto para dentro da pick up, com o outro Cruz (o jorge) na condução, uma vez mais irmanados pelo mesmo espirito de liberdade que estes movimentos nos dão. Em direcção ao fim do mundo. Sem eira nem beira, nem leira nem fronteira, dormindo no carro, numa pensão manhosa, ou no inventado comboio-hotel, comendo quando calhar, deslizando pela paisagem que a via férrea rasgou. Dum tiro chegamos a Caia, depois a Sena, atravessamos o Zambeze pelos fabulosos 4km de ponte (Dona Ana) e entramos noutro mundo, o de sitios como o Sinjal, Doa, Mecito, Necungas, Kamboulatsitse, que dificilmente aparecem nos mapas. Até chegar a Moatize-Tete.   
Aos poucos desaparece a net e outras ligações, deixando-nos cada vez mais entregues a nós próprios. Pouco a pouco deixamos para trás a podridão que se esconde em cada canto de noticia que ecoa do nosso burgo, seja ele Portugal, seja ele a Europa. Desaparecem os "connects", as danças de bicos de pés para ver quem se chega mais à frente na altura da fotografia, as trocas de favores que acentuam a incompetência e esmagam a sua antónima. Pouco a pouco descemos lá bem para o fundo da nossa essencia, relaxando os musculos e a mente. Pouco a pouco tudo se torna fluido, natural, harmonioso. Despindo a alma e sentindo a liberdade a correr nos nossos poros, os meus e os do Jorge. O Jorge atira-me o ritmo de John Butler (Oceans) e respondo com o Paco de Lucia, Al Di Meola & John Maclaughlin (Meditarrenian sundance). 

Abraço o mano Cruz. Ele segue para Maputo. Eu, de novo em 4x4, sigo para Zalewa no Malawi onde me espera o António Azevedo. Outro emigrante, este já em segunda vaga. Já trabalhei com ele em 3 paises. Sempre com sucesso. A par da obra, vamos construindo a nossa amizade, uma amizade boa. Abraço com prazer o Gonçalo, o Quartel, o Virgilio, todos idos daqui. Respondo-lhes aos problemas. Saio-me bem. Fecho a tasca do trabalho e termino a noite  em Blantyre com a Helga & Abilio mais a Tània, gente "minha" que circula permanentemente pelo mundo. Por onde tiver de ser. 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

KISSING AFRICA - The City of 1000 Hopes

Beira

I land in Beira. Once again, Silvia is wating for me, this time with a long time friend with whom i worked in some curious engineering processes, and with whom i have work to do around here. 

I face th city with curiosity and with the need of diving into her. It is a new start, that passes by here. I have a house here. The city opens slightly the door of my soul and look deep inside of me. I look for intimacy, i look for similarities. I found them easily, with the Granja-Aguda-Miramar, where i live. The same time represented in their houses and its urban ideas. One is brand new, the other is quite degradated, but both breathing out the same time of our history. I find also the same spirit of a city that oposes to institutional powers. Like Porto, where i was born. More dificulties, less income from a central power that discriminates, but holding a strong personality and culture. I feel good with this intimacy.

I walk, as much as i can, through the city, trying to assimilate every single detail. I fell in love with coast line with their houses and bars, Beira-Rio, Biques, Tuga, Luna-Mar, reminding me of my youth spend in the beach side, in Foz, in Porto. I move on to the historical center, carying in my mind my ancesters that lived here. I seat at the Riviera, where surely they have seat so many times. I can see its past, i foresee its future, which will melt together, further on.

I go back to the beach, to Estoril Light House. Step by step i walk the beach towards the fishermen place. With Silvia and Fernando, brotherized by the same paths and same curves of the way. I feel the sweet melancolie that touches almost every emigrant. A new adventure is arising and, as usual, i have 1000 hopes. Hope for a happy movement, hope for a stimule, hope to overcome the tireness, hope to keep my familiar cluster. I choose Thindersticks (Lets Pretend) and Andrew Bird (Solvay) to bring light to this movement. Fernando choose Yiruma (Kiss the Rain), so perfect for that movement in the beach.

I leave again, leaving Silvia and Fernando. A tear drop roll down in my face, with those sounds in my head. For Silvia and for Fernando. See you soon  


KISSING AFRICA - The city of 1000 hopes from nunocruz on Vimeo.

Aterro na Beira. Á minha espera, outro amigo de longa data, o Fernando. Gonçalves, com quem fiz engenheirices curiosas e com quem me preparo para atacar outra obra. Com ele a Silvia, uma vez mais. Que bom, que bom.

Encaro a cidade com curiosidade e com necessidade de mergulhar nela. É o inicio de um novo caminho, que passa por aqui. Tenho uma casa aqui, agora, para a certa itinerancia intermitente. A cidade entreabre a porta do meu coração, e espreita lá bem para dentro de mim. Procuro semelhanças, intimidades. Encontro-as facilmente, com o eixo Granja-Aguda-Miramar. A mesma época retratada, uma mais cuidada, outra mais degradada, mas as duas exalam da sua estrutura outros tempos, que são os mesmos. Encontro outro paralelo com o Porto onde nasci. Duas cidades de contrapoder, com tudo o que isso implica. Mais dificuldades, menos benefícios face a um poder central que discrimina, mas uma personalidade forte na sua sociedade, na sua cultura. Deleito-me com essa intimidade que começo a sentir

Deambulo o mais que posso, procurando beber tudo o que ela tem. Encanta-me a marginal, o Beira-Rio, o Biques, o Tuga, o Luna-Mar, que me trazem mais memórias da minha infância passada à beira-mar, na Foz, no Porto. Prossigo para o centro histórico, carregando na minha alma os meus tios que por aqui passaram. Sentado no Riviera, um clássico do nosso tempo por lá onde eles de certeza muitas vezes se sentaram, adivinho o passado, antevejo-lhe o futuro que, estou certo, se mesclarará com o passado. 

Volto à praia, ao Farol do Estoril. Passo a passo calcorreio a praia até à zona dos pescadores. Com o Fernando e com a Silvia, irmanados nos destinos e nas curvas do caminho. Sinto invadir-me a doce melancolia que assola qualquer emigrante. Eu itinerante, eles mais permanentes, mas com idênticos percursos. Ora estamos cá, ora estamos lá. O mesmo designio. Uma vida nova que se desenha, um horizonte para perscutar, um estimulo para responder, um cansaço para ultrapassar, uma saudade para saborear, um cluster (familiar) para manter em rumo. Enfim, um salto para outra aventura, que traz 1000 esperanças. Escolho Thindersticks (Lets Pretend) e Andrew Bird (Solvay) para nos acompanhar. O Fernando escolhe ainda Yiruma (Kiss the Rain), tão em modo daquele passeio na praia, 

Parto de novo, deixando a Silvia com o Fernando. Verto uma lágrima, com aquelas notas pairando na minha cabeça. Por um e por outro. Até já

sexta-feira, 30 de maio de 2014

KISSING AFRICA - A Sweet Slide in Rio Savane

Rio Savane

Fernando had to go back, to Maputo. We, the Cruzes, Jorge and me kept on moving. Luis, one more recent emigrant, also digging a future. Silvia rejoined, what a joy. Together we followed that straight road. one tasteful 1h30 to go 30 km and slide into the Rio Savane and end in a sandy platform to acess the ocean in an true spot for peace and harmony. I felt free and balanced. I felt the relieve of feeling it.
From there (Mozambique) i look back (to Portugal, Europe). I foresee a hope, from the results of recent elections. A complete storm, maybe the beginning of a re-set. I don´t know, but i hope. I hope, because we need ideals. Not new forms for the same path, a path that have already lost the soul.

Ideals are the oxygen for heartbeat of civilizations. 

Without them, we will disappear, sooner or later.
I abandon myself to the place, with my friends, and idealize. With Grizzly Bear (All we ask). I see a light at the end of my sigth... Might be something...I hope


KISSING AFRICA - Rio Savane from nunocruz on Vimeo.

O Fernando ficou para trás, teve de regressar a Maputo. Emergencia. Ficaram os Cruzes, uma vez mais Chegou-se o Luis, também ele recêm chegado à emigrância, também ele a tatear um futuro. Re-chegou-se a Silvia, que bom. Juntos corremos aquela estrada rectilinea, carregada de perigos (rodoviários) mil. 1h30 para saborear 30 km e desaguar no rio Savane, saltando-o para o outro lado, para uma língua de areia plena de paz e harmonia. Indescritivel a sensação de liberdade e equilíbrio. Sinto o alivio de sentir isso 
De lá olho para cá. Vislumbro uma esperança nos resultados eleitorais, de que comecemos todos a acordar e a ir ao âmago da questão. A barafunda que o voto criou. Um que ganha mas não consegue falar mais do que na derrota do adversário, o outro que perde, mas parece que ganha, esboçando um sorriso confiante na vitória que se seguirá, sem compreender sequer (a ser verdade o meu anseio) que não tem razões nenhumas para sorrir. Nenhumissimas. Nem eles nem todos os outros (suspeito que mesmo aqueles que parece que ganharam)  Porque o problema é saber para que serve um partido politico se não houver ideais. Apenas execuções, planos, formas e tudo acaba num poço de intrigas palacianas de jogos de poder que circulam apenas em torno do próprio bolso, tirando despudoradamente o mais que se pode. No limite, acabarão a ter apenas os votos daqueles que tem (ou pensam ter) uma vantagem à espera, no caso de vitória. Mas cada vez são menos os que se deixam ofuscar por essas falácias cada vez mais tontas, mais assustadoramente enfadonhas, falhas de criatividade, plenas de superficialidade. A abstenção é inequivoca de um não se rever em nada que existe à disposição, da esquerda há direita. 
E no fundo, no fundo, o problema está simplesmente na ausência de ideiais a que a sociedade no seu todo sucumbiu. 

Os ideiais são o oxigénio do pulsar das civilizações. 

Sem eles, simplesmente desapareceremos. Inventemos, pois. Criemos algo em que nos revejamos. 
Abandono-me ao local e idealizo, com Grizzly Bear (All we ask). Vislumbro uma luz lá no fim da minha vista... Talvez seja algo...Desejo

sábado, 24 de maio de 2014

KISSING AFRICA - The road to Inhambane

Maputo - Inhambane

3 days to recover from the extra long trip from my sweet Granja and Maputo, to kill the miss i feel for Silvia and prepare my body to another cross country. This time from Maputo to Tete. With the possibility of extending it to Malawi.
I leave again. This time with Jorge, the Cruz, once again brotherized by the movement. Intermitent imigrant, just like i am. And also itinerant, in a perpeteous movement. And with Fernando, the Paiva, that left Portugal a couple of years ago and scratches his life around here.
We escape from the road siege that everyday isolates Maputo. Difficult to get in, difficult to depart. We overcome the 2 problenmatic cross roads quickly than expected, and leave the caotic city behind while a wonderful scenery passes in front of our eyes, while  Luisa Sobral (Why should i? and I´m not there yet)
sing us the rythm of the travel. 7 hours that invade me, growing my serenity.

We fall in the beach, in front of Barra Lodge and we were hunt righ way by this boy with the crazy idea of selling bread in a beach where we are the only ones. We refuse, and i slides to another business oportunity, without losing his equilibrium. Looking straigth to the 2 mobiles that jorge brings with him.
"Help me, help me. Give me one mobile " he asks. Jorge laughs out loud, saying that is impossible. He insists...
"You van keep the sim card", he says sure that it should be the problem.
No way. The conversation keeps on. Once again he moves the subject. Now he says that he can sing well and would like to record an CD.
"Sing to us, for us to see if you stand for a chance", Jorge says
He straigths up, and start singing. Happy.
I just let the african sounds swallow my soul, while i invey him. How simple can life be.


KISSING AFRICA - The road to Inhambane from nunocruz on Vimeo.

3 dias para recuperar da longuissima viagem que separa a minha Granja de Maputo, matar a profundissima saudade da Silvia e preparar o corpo para outro cross country. Desta vez de Maputo até Tete, com a possibilidade de se estender até ao malawi.
Parto de novo. Desta vez, com o Jorge, o Cruz, mais uma vez irmanado no movimento. Emigrantes intermitentes (ora estamos ora não estamos) e também itiinerantes, porque não há parança em lugar nenhum. Sempre em movimento. E com o Fernando, que saiu de Portugal faz tempo, e arranha a vida por aqui. Os 3 descontraidos em movimento pelo país e pela vida.
Escapamos por uma nesga ao cerco rodoviário que todos os dias fecha a cidade, como se de um filtro se tratasse e aos poucos vamos deixando o ambiente urbano caótico e desorganizado que dá lugar a um lindissimo cenário que desfila perante os nossos olhos enquanto a Luisa Sobral (Why should i? e I´m not there yet) canta para nós o ritmo da viagem. 7 horas de viagem que me inundam a serenidade.
Caímos na areia da praia em frente do Barra Lodge e logo somos "caçados" por um tipo que vê em nós uma oportunidade de negócio. Tem apenas pão para vender. Sem nada para lá pôr. Apenas pão. Não dá. Não queremos. Ele olha para nós e para a nossa recusa, não se intimida, não se desmancha e desliza para outro negócio. Olha para os dois telemóveis do Jorge e clama:
"Ajuda, ajuda-me. Dá-me um telemóvel dos teus. Só precisas de um".
O Jorge ri, e diz-lhe que não. Ele insiste...
"Podes ficar com o cartão", diz convicto de que é esse o problema.
Não dá. A cavaqueira continua e ele manifesta a vontade de cantar, de gravar um disco.
"Então canta lá aí para nós, para ver se tens futuro".
Ele apruma-se e entoa com alma uma canção. Afinado, enturmado, feliz. Deixo os sons africanos inundarem-me a alma (Basimanyana), enquanto o invejo sem maldade. Quão simples pode ser a vida.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

AN AFRICAN CROSS COUNTRY - The joy of enjoying the way

Maputo

And so, another adventure comes to the end, with the happiness built along the way. And that one is inside me now, is part of me. I leave you with a little tour around Maputo, while i am waiting for the moment to get in the plane and step on the long way that will lead me home. Happy and in a good mood, despite the horrible toothache that has been torturing me for the last couple of days. With Beirute (Nantes and Appolonia) and Moby (Everloving), to relax. Kisses and hugs for my travelling companions, Francisco "Comodoro" Asseceiro, Eduardo "Broken Back" Fortunato, Elsa "Holy Mother of the Waters" Alves.

See you in the next adventure


AN AFRICAN CROSS COUNTRY - The joy of enjoying the way from nunocruz on Vimeo.

E assim mais uma aventura chega ao fim, com a felicidade que o caminho emprestou. E essa, já cá está dentro, já faz parte de mim. Deixo-vos com uma voltita por Maputo, enquanto espero que chegue a hora de embarcar de novo na interminável viagem de regresso a casa. Feliz e bem disposto, apesar do abcesso bárbaro que me atormenta há uns dias. Com a musica de Beirute (Nantes e Appolonia) e Moby (Everloving) para descontrair.

Um abraço especial para os meus companheiros de aventura Francisco "Comodoro" Asseceiro, Eduardo "Costa Quebrada" Fortunato, Elsa "Senhora das Águas" Alves.

Vemo-nos na próxima aventura

sexta-feira, 19 de julho de 2013

AN AFRICAN CROSS COUNTRY - Smiling out loud

Cahora Bassa

A friend (João Pedro Matos Fernandes), which happens to be actually living in Mozambique, threw out a sentence to the heart of a working group like this one that stayed forever marked in my brain and in my heart. He said:
-        Don´t make confusion between working in joy and a bad sense of responsibility. It is laughing that you are able to produce a good work
And that multidisciplinary group, working in the Azorean coastal area management, commanded by the fantastic Ana Barroco (Quaternaire, Portugal), was a living image of what he meant to say. More than 10 years after, this working team is still breathing joy at work, no matter those who left and those who joined in, and I believe that it will last forever.
In this African cross country it happens exactly the same, without need for the sentence to be said. It was actually said by our instincts, at every hour and every minute of this FUNTASTIC journey. Despite going through exhausting days, painted with colours of toothaches (Miracle man), broken backs tortured by jumps in impossible roads and smashed by the dreisin hard suspensions (Broken Back) or by the African dizziness that you never know if it is a problem of food, malaria or something else (The Holy Mother of Waters), the smile never felt and miracles just happened at the rhythm of a clap (Miracle man). Everything under the fantastic supervision of the Commodore, who conquered that extraordinary achievement in Africa of doing everything as scheduled. At the end he was with a toasted ear as a result of so many hours on the phone, but he never lost his “north” and his smile. And I, quietly seated in my corner, feel the same thing I felt with the Azorean adventure.      
In our way back, we couldn´t deny ourselves a jump to a Portuguese pride that Broken Back had wined for us: the Dam of Cahora Bassa. A little bit of tha shining Portugal that we are proud of to compensate the shadowed Portugal that we actually have. Guyamas Sonora (Beirut) is perfect to illustrate that trip, that place, those friends, those smiles. Join along and smile with us.


AN AFRICAN CROSS COUNTRY - Smiling out loud from nunocruz on Vimeo.

Um amigo, que por acaso reside actualmente em Maputo, o João Pedro Matos Fernandes, atirou com uma frase para o meio de um grupo de trabalho, tal como este, multidisciplinar, que me ficou profundamente gravada na cabeça e no coração. Disse ele:
- Não se confunda alegria no trabalho, com irresponsabilidade, desleixo, desonestidade ou incompetência. A rir se faz o trabalho bem feito.
E esse grupo de gente que se juntou para fazer uma série de planos de ordenamento da orla costeira açoreana (Quaternaire), encarnava precisamente aquilo que ele queria dizer. Há longos anos dura essa equipa, que as gentes que saem e as outras que entram não lhe retiram alma, pelo contrário, e eu acho que não acabará nunca (vai daqui um beijinho enorme à Ana Barroco, que soube lançar e conduzir toda essa boa gente ao longo de todos estes anos; beijos e abraços naturalmente para todos os outros com quem tenho tido o prazer de conviver).
Pois bem, nesta viagem aconteceu precisamente o mesmo, sem que a frase tenha sequer chegado a ser dita. Foi dita simplesmente pelo nosso instinto a toda a hora e minuto desta jornada. Espectacular. Por entre dias desgastantes, à mistura com abcessos (Milagreiro), profundas dores nas costas carregadas por saltos da 4x4 ou pelo matraquear da Dreisin (Costa Quebrada) ou mal-estares de África daqueles que nunca sabes se vem da comida, da malária ou de outra coisa qualquer (Sra. das Águas), nunca o sorriso se escondeu e os milagres sucederam-se ao ritmo do bater das palmas (Milagreiro). Superiormente conduzidos pelo Comodoro que conseguiu essa coisa fantástica de conseguir em África numa jornada deste tipo, de tudo correr dentro do planeado. Ficou com a orelha quente de tanto telefonar, mas nunca perdeu o rumo nem o sorriso. E eu, sentado no meu cantito, vejo a mesma coisa que sempre vi na aventura açoreana.

No regresso, não podíamos deixar de fazer a peregrinação a um santuário da engenharia portuguesa, que o Costa Quebrada tinha descolado para todos. Cahora Bassa. Um pouquito do Portugal radioso de que todos nos orgulhamos, para abafar o Portugal sombrio de fraca gente que actualmente temos. Guyamas Sonora (Beirut) traduz bem aquela viagem, aquele lugar, aqueles amigos, aqueles sorrisos. Cheguem-se para cá e sorriam connosco.

domingo, 14 de julho de 2013

AN AFRICAN CROSS COUNTRY - From Sena to Tete

Every morning, early in the morning, while the sun still rests...
Get up and move to the track, to take every possible minute of sunlight 
Long run in our yellow "Porsche" (the dreisin), getting on and off, on and off, on and off, leaving our legs absolutely dead. A corridor of war histories, with dammged rails, exploded bridges, abandoned carriages. Histories of an estrategic corridor to link North and South of Mozambique (to where i was about to go, at the beginning of my professional life). 
Histories of the colonial war and the followed civil war. 
Histories of pain and horror that are meant to be left behind. 
Histories of Africa's fight for independence and stability,
Histories that tell you about the uselessness of the war
Histories that brought up to my mind one of my heroes of youth, Steve Biko. I keep the movie in my brain and the immortal tribute to him (composed by Peter Gabriel) in my heart. I leave you with this song while going through a less known Africa, from Sena to Tete,  as a cry out loud of the uselessness of wars.



An African Cross-Country - Sena-tete from nunocruz on Vimeo.
Todas as manhãs, antes ainda da alvorada do dia, saltava-mos da cama e marchava-mos para a linha com o intuito de aproveitar todas as horas de luz e a "janela" que tinhamos de via aberta. 
Longa caminhada no nosso "Porsche" amarelo (a dreisin), saltando abaixo, subindo, e saltando abaixo de novo e de novo subindo, num interminável movimento de paragens e inspecções e novos arranques, que deixavam as nossas pobres "canetas" num estado pouco mais que deplorável.
Um corredor de histórias de guerra numa faixa estratégica na ligação entre o Norte e o Sul de Moçambique,  ilustradas pelos carris retorcidos, carruagens descarriladas e abandonadas, pontes dinamitadas e tantos outros sinais da dor e dos horrores ali vividos. 
Enfim, histórias que provam a inutilidade da guerra e me trazem à memória um dos meus herois de juventude, Steve Biko. Vi o filme de que guardo a história no meu cérebro e a imortal música (composta pelo Peter Gabriel) no meu coração. Deixo-vos com esse som enquanto atravessam connosco uma África menos conhecida, entre Sena e Tete, num grito sobre a inutilidade da guerra.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

AN AFRICAN CROSS COUNTRY - From Beira to Sena

Mozambique

Lao Tsé said once that if you work in something you like, you will never have to work a single day in your life. I would go a bit further on (i´m sorry if i may seem arrogant) and say if you do that in team you will get the best of life. The history of this African cross country I start posting today is a magnificent foreseeing of that. Four people who hardly know each other, 

Francisco “Comodoro” Asseiceiro, the captain of the expedition
Eduardo “Broken Back” Fortunato, the Guru of Platforms
Elsa “Das Águas” Alves, the holy mother of Waters
Nuno “Miracles” Cruz, the wizard that could feel the soils and with a single clap of his hands, miracles could happen,

together in a hard mission of 500km of inspection of a railway line between Beira and Tete (Mozambique) for its rehabilitation. Twelve days of hard travel that the four were able to transform in a journey as efficient as delightful, as honest as tasty, as skilled as glorious. A overwhelming trip cross countrying through Africa, far from cities, lodges or touristic attractions. Nothing but the line and rail stations lost in the middle of nowhere. Four lifes melting tracks, four friendships blowing up. I thank that to my journey partners, as a birthdate gift, which happens to be today

Beginning of journey with the sweet voice and words of Vivianne (Life is not enough), touring around Beira, between food shopping and preparation. It came up to our minds, the memories brought by ancesters of ours with their histories of other times. Everything that was told is still in there. Although degradated, we could tell what life there should have been, and foresee the future that may arise.

Before dawn, when the day was still asleep, we jump into a 4x4 with a previously prepared breakfast between hands and left for Dondo (station outside Beira) where the Atacadeira (Rail working vehicle) for the next 300 km where waiting for us. Then, Tchuk-Tchuk, Tchuk-Tchuk, at the rhythm of Penguin Café Orchestra (Dirt e Paul’s Dance).

I'll see you in the next chapter. from Sena to Tete, with Peter Gabriel


CROSS COUNTRY IN AFRICA - From Beira to Sena from nunocruz on Vimeo.

Lao Tsé disse que se fizeres aquilo que gostas não terás de trabalhar um único dia na tua vida. Eu acrescentaria (passe a presunção) que se o fizeres em equipa alcançarás a plenitude. A história de um corta-mato em África que começo hoje a publicar é um magnífico vislumbre do que acaba de ser dito. Quatro pessoas que mal se conheciam, 

Francisco “Comodoro” Asseiceiro, o comandante da expedição
Eduardo “Costa Quebrada” Fortunato, o Guru da Plataforma
Elsa “Das Águas” Alves, a Nossa Senhora das Águas
Nuno “Milagreiro” Cruz, o bruxo que sentia terrenos e que com um simples bater de palmas fazia milagres acontecerem



juntas na desgastante missão de ter de levantar 500 km de linha férrea entre Beira e Téte (Moçambique), para posterior melhoramento. Doze dias de viagem tão eficiente quanto aprazível, tão honesta quanto bem-disposta, tão competente quanto gloriosa. Uma viagem deslumbrante, de 4 amigos feitos entretanto, corta-matando através de uma África pura e dura, longe das cidades, dos lodges ou de atracções turísticas. Uma aventura que sinceramente agradeço aos meus parceiros de jornada e considero uma espécie de prenda de anos pelo meu aniversário que acontece ser hoje.

Inicio de jornada na Beira, ao sabor da doce voz de Vivianne (a vida não chega), com uma tarde para dar uma volta pela cidade, entre as compras de viveres e preparação da jornada, em que ressaltou a memória que antepassados nossos trouxeram até nós. Está lá tudo e, embora degradada, adivinha-se aquilo que deve ter sido a vida por ali e antevê-se aquilo que pode vir a ser de novo.


De madrugada ainda o dia dormia, saltar da cama e atirar-se para dentro da 4X4 que nos deixaria na estação de Dondo (à saída da Beira), onde esperava a “atacadeira” em que nos transportaríamos nos 300 km que nos separavam de Sena. Tchuk-Tchuk, Tchuk-Tchuk, ribombando linha fora na cadencia dos Penguin Café Orchestra (Dirt e Paul’s Dance).

Vemo-nos no próximo post, de Sena a Tete com o Peter Gabriel