Peru, again
Introduction Note: This is a history (6 episodes) of two friends, Luis Machado and myself, that used to work together, in the same office, in the same room, in the same field, and one day got separated by the tricks of destiny sliding through nature with twin souls. Luis is now living in Peru and i´m steel keeping the same office that once was our common shelter. Another friend from that same time, Jorge Santos, who have also moved to Peru, mixed his feet with ours in the first steps of the adventure that will be told herein, and dragged us to that overwhelming darwinian landscape of Ballestas (post of today) and Paracas (next post, next week). From there, from the pacific coast, we would climb over the 4000m and arrived in Huamachuco in the top of the Andes. For a couple of days, we stayed there sliding our eyes over that magnificent landscape. As two Condors. And with the music that arise from our twin souls.
Introduction Note: This is a history (6 episodes) of two friends, Luis Machado and myself, that used to work together, in the same office, in the same room, in the same field, and one day got separated by the tricks of destiny sliding through nature with twin souls. Luis is now living in Peru and i´m steel keeping the same office that once was our common shelter. Another friend from that same time, Jorge Santos, who have also moved to Peru, mixed his feet with ours in the first steps of the adventure that will be told herein, and dragged us to that overwhelming darwinian landscape of Ballestas (post of today) and Paracas (next post, next week). From there, from the pacific coast, we would climb over the 4000m and arrived in Huamachuco in the top of the Andes. For a couple of days, we stayed there sliding our eyes over that magnificent landscape. As two Condors. And with the music that arise from our twin souls.
Opening the Cerimony, Luis sings “his lyrics”
today. Next week will be my turn.
Ballestas Islands (Lost islands in the green of
the Pacific Ocean)
A difficult sunrise with the eyes shadowed by
the first sun lights that erase from the Peruvian coast. 24th June,
the day of St. John for Portuguese people, a day that always make me feel the
lack of my Portugal….
An excellent day to go into an adventure in the
green fields of the pacific ocean, in Ballestas islands. Stolen from a sardine
night, pork ribs and “caldo verde”, that was not over yet, we moved to Paracas
to get the first boat to the islands in the early morning. The morning fresh
air and the overwhelming landscape lead us to forget the missed sleeping hours,
injecting the energy and the dynamic to incorporate the the landscape that
would get into our souls.
A lamp marked in a consolidated sandstone,
drown by an ancient civilization, a Christ worked in rocks by the audacious Pacific
ocean, a white cover painted by the shit of all the birds that live in those
islands. A piece of the art of nature, only disturbed by the noise of the ship
motors.
The pictures talk from themselves… And that was
the beginning of one more traveling adventure of my good friend Nuno Cruz, this
time in Peru, which I followed without losing even the small part of it.
Every
conversation, every shared music were a travelling inside another travelling, a
tour around the world inside the tour around the country. A fantastic meeting
of friends. Different generations, similar tastes.
I leave you with the quartet of Liverpool (Here Comes the Sun, Octopus’s Garden),
hoping that they will guide you through the ocean towards a garden, not of
Octopouses, but of seawolves.
THE FLIGHT OF THE CONDOR - Las Ballestas from nunocruz on Vimeo.
Nota Introdutória: Esta é uma história (6 episódios) contada e cantada em dueto, ao desafio como se faz na nossa terra, por dois tipos que trabalharam juntos no mesmo gabinete, nas mesmas obras, e que as agruras do destino haveriam de separar. Luis Machado vivendo no Peru, eu mantendo o gabinete que em tempos albergou os sonhos de ambos. Um outro parceiro desse tempo e desse trabalho, o Jorge Santos, também ele de vida mudada para o Peru, pôs-nos as pernas a andar nos primeiros passos da história que aqui se conta, arrastando-nos para esse magnifico paraíso natural que são as Ballestas (post de hoje) e Paracas (próxima semana). Daí, do pé do mar, haveriamos de arrancar, em trabalho, para os 4000m de altitude, no cume da cordilheira andina, cerca de Huamachuco, pairando como dois condores sobre aquela paisagem magnifica e sob o som da musica que brotou da alma dos dois.
Abrindo as hostilidades, hoje “canta”
o Luis, …
Em Terras Andinas – As Ballestas
(ilhas perdidas no verde do Pacifico)
Um amanhecer difícil com a vista
turvada pelos primeiros raios de sol que irradiam a costa peruana. Dia 24 de
Junho, dia de S. João, um dia que me faz sentir saudoso do meu Portugal…
Um excelente dia para me
aventurar junto com bons amigos (Nuno Cruz e Jorge Santos) no verde do Pacifico
com destino às ilhas Ballestas. Resgatados a uma noite de sardinhas, febras e
Caldo Verde, ainda por terminar lá seguimos os 3 para Paracas para embarcar no
primeiro barco da manhã.
A brisa matinal e a deslumbrante
paisagem que nos envolveu serviram para fazer esquecer as horas roubadas ao
sono e injectar uma boa dose de energia e empolgamento para aproveitar
profundamente aquelas imagens que nos veriam a entrar pela retina. Um
candelabro desenhado na areia consolidada por uma civilização antiga, um Cristo
desenhado pela audácia do mar, um manto branco pintado pelos dejectos da
passarada que por ali habita. Uma obra de arte da natureza só perturbada pelo
ruído dos motores das lanchas. As fotos falam por si.
E assim começou mais uma viagem
do meu amigo Nuno no Peru, da qual eu me esforcei para não perder pitada. Cada
conversa, cada musica partilhada, foram uma viagem dentro de outra, uma volta
ao mundo dentro de uma volta por um país. Gerações distintas, gostos comuns. Excelente
reencontro de amigos.
Deixem que o quarteto de
Liverpool (Here Comes the Sun, Octopus’s
Garden) vos guie, nas primeiras horas da manhã, mar adentro até um jardim,
não de polvos mas de lobos marinhos.
6 comentários:
E que bem que o Luis canta...
Ocorreu-me ao ver o vosso "filme", que tudo nao e' mais do que uma "questao de escalas"! Se quando nos eramos miudos, demorava uma eternidade a fazer uma viagem que nos levasse a ferias com os avos, ou as familias eram separadas de migracoes do campo (distante!!) para a cidade, hoje muda-se de pais e e' basicamente a mesma coisa, a escala e'que e'diferente (multiplica-se por centenas a milhares de km...mas "o acesso" intercontinental e intercultural tambem e'muito mais rapido, pelo que a "diferenca liquida" e'quase nula! O que nao mudou, e o que nao e'uma questao de escala, sao conceitos como Amizade, Integridade, Respeito (pela Natureza e pelos outros)... e isso e'muito bonito de ver neste post (e adivinho -porque te conheco!- nos cinco que se irao seguir...
Bem Hajam (e boa sorte para os Luises! Pelo menos tem "um jardim"de luxo, com Montanha e Mar/Vida marinha desse nivel!). Claro que os cheiros, a presenca fisica isso e'dificil de transportar na bagagem, so'se leva na Memoria, e dai a dita "Saudade"... mas as vezes esta-se mais perto de um amigo que esta'longe á escala fisica, do que de um "conterraneo" que partilha o mesmo espaco fisico mas esta'a leguas de "distancia mental/alma"...!!!)
Bjs
Isabel
É isso mesmo. Escalas. Como é a escala a que o condor vê o mundo por baixo dele. Uma perspectiva que procurei por lá. Meti-me no corpo do condor.
beijos
Engracado, que acabei de vir de uma hora de Tai-Chi, Yoga ("BOdy balance"), e com um desses exercicios, consegui ter essa mesma perspectiva... Curioso que tenhamos pensado a mesma coisa de modo totalmente independente! "Almas gemeas", tambem????? Beijinho grande
isabel
E ja'agora... Aconselho toda a gente a fazer o mesmo (tanto ver por uma escala diferente, como "meter-se na "alma do condor"!). A sensacao que tive desta ultima experiencia, e'de uma LIBERDADE (e Paz) imensas!
Bjs
Isabel
E que bem que soube aquela soneca no regresso. hehe.
Entretanto já estou a preparar a nossa nova viagem. Depois dos primeiros 5 dias do mês na selva Amazonia , passei estes fim de semana prolongado (por estes lados a Troika ainda não anda a comer feriados) nos glaciares do topo da cordilheira. Aí até o Condor não aguenta o frio ;)
Depois envio umas fotos para lhe aguçar o apetite.
E eu que já estou a imaginar-me numa dessas. ui ui, que bom.
Abraços
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